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Presidente
venezuelano, Nicolás Maduro, apresenta nota
da nova
moeda do país
(Foto:
Palácio Miraflores/Divulgação via Reuters)
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FMI estima
que a inflação pode alcançar 7 dígitos ainda este ano, a colocando no mesmo
nível das crises do Zimbábue nos anos 2000 e da Alemanha na década de 1920.
A Venezuela vai
remover cinco zeros de sua moeda, o bolívar, em vez dos três zeros planejados
inicialmente, disse o presidente Nicolás Maduro na quarta-feira (25), em um
esforço para acompanhar a inflação prevista para alcançar 1.000.000% neste ano.
O país-membro
da Opep têm estado em crise desde que o colapso dos preços do petróleo em 2014
o tornou incapaz de manter seu sistema econômico socialista que por anos
forneceu generosos subsídios enquanto impunha rígidos controles sobre os
preços.
A inflação anual
em junho chegou a 46.000%, de acordo com o Congresso controlado pela oposição.
O FMI disse nesta semana que a inflação
pode alcançar 7 dígitos ainda este ano, a colocando no mesmo nível das
crises do Zimbábue nos anos 2000 e da Alemanha na década de 1920.
"A
reconversão monetária começará no dia 20 de agosto", disse Maduro em
declaração transmitida pela televisão, mostrando novas notas que devem ser
lançadas no próximo mês.
O presidente
disse que a reforma irá vincular o bolívar à criptomoeda petro, recém-lançada
pelo Estado, sem fornecer detalhes.
Especialistas
em criptomoedas dizem que o petro sofre de falta de credibilidade devido à
falta de confiança no governo Maduro e à má gestão da atual moeda nacional do
país.
A Venezuela tem
dito que é vítima de uma "guerra econômica" comandada por líderes de
oposição com a ajuda dos Estados Unidos, que, no ano passado, impuseram
diversas rodadas de sanções contra o governo Maduro e importantes autoridades
do país.
Por Reuters

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