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Manifestantes
se abraçam perto de memorial ao estudante
universitário Jonathan Morales durante
protesto contra o
presidente
Daniel Ortega em Manágua, na Nicarágua.
(Foto:
Oswaldo Rivas/Reuters)
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No último
relatório da Associação Nicaraguense dos Direitos Humanos, o número de mortes
estava em 351.
O número de
mortos durante a crise sociopolítica na Nicarágua chegou a 448 no período entre
19 de abril e 25 de julho, de acordo com relatório preliminar da Associação
Nicaraguense dos Direitos Humanos (ANPDH), apresentado nesta quinta-feira (26).
No último
relatório apresentado pela organização, em 11 de julho, o número de mortes
estava em 351 - o que mostra que o confronto deixou mais 91 vítimas em 15 dias.
O jornal "La Prensa" informou que 399 mortos já foram devidamente
identificados. Entre as vítimas, 426 são homens e 26 são mulheres.
As
manifestações contra o presidente Daniel Ortega, que está no poder desde 2007,
começaram em 18 de abril por causa de um decreto que regulamentava a reforma da
Previdência Social. Os protestos foram violentamente reprimidos. Embora o
governo tenha voltado atrás na reforma, as manifetações prosseguiram.
O governo
desistiu da reforma, mas os manifestantes continuaram protestando contra a
violência da repressão, acusando o governo de abuso e corrupção. Essa já é
considerada a crise mais sangrenta da história do país em tempos de paz e a
mais forte desde a década de 80, quando Ortega também foi presidente
(1985-1990).
Nesta
segunda-feira (23), a estudante
brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos, foi morta a tiros. O
reitor da Universidade Americana em Manágua (UAM) afirmou que ela foi atingida
por "um grupo de paramilitares", mas a Polícia Nacional atribuiu o
crime a "um vigilante de segurança privada, em circunstâncias ainda não
determinadas".
Por G1

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