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© Getty
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As imagens
registradas por um fotógrafo que estava na beira do campo da partida entre
Auquiato de Pampamarca e Rematoso, pela fase regional da Copa do Peru, foram
utilizadas pelo árbitro da partida para validar um polêmico gol marcado no
jogo.
Jordan Campos,
do Rematoso, chutou de longa de distância e o goleiro adversário não conseguiu
fazer a defesa. A bola, porém, passou por um buraco na rede. Convencido de que
a finalização havia sido para fora, o árbitro Albert Alarcón não confirmou o
gol. Após ouvir as reclamações dos jogadores do Rematoso e o auxiliar que
estava perto do lance, o juiz foi consultar a jogada na câmera de um fotógrafo
que estava fazendo imagens da partida.
Seguindo um
protocolo similar ao estabelecido na Copa do Mundo, Alarcón foi para a lateral
do gramado para observar as imagens na tela da própria máquina do fotógrafo. No
Mundial, porém, 30 câmeras captavam os mais mínimos detalhes dentro das quatro
linhas.
As fotos de um
único ângulo bastaram para que Alarcón percebsse que a finalização de Campos
tinha entrado e validasse o gol.
Apesar da
polêmica, o Retamoso atropelou o Auquiato de Pampamarca por 10 a 0. O jogo foi
disputado no estádio Urubamba, na pequena cidade de Chalhuanca, e era válido
pelas quartas de final da fase regional da Copa Peru. O campeão do torneio
consegue acesso à elite do futebol do país junto com o vencedor da segunda
divisão.
Não há data
para a introdução do sistema de árbitro de vídeo (VAR) como o usado na Copa do
Mundo no Peru.
A Copa Peru são
conhecidas no país como "futebol macho", a tradicional várzea no
Brasil, por causa das condições limitadas das equipes. As partidas são
disputadas nos mais variados estádios, muitos deles em locais bastante remotos
do país.
É habitual que
as partidas sejam marcadas por situações inusitadas, como rebanhos de bovinos
entrando no gramado e a própria situação do "VAR improvisado".
EFE

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