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Protesto contra o presidente Daniel Ortega,
na
Nicarágua (Foto: Oswaldo Rivas/Reuters)
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Na
quarta-feira, 15 pessoas morreram e 218 ficaram feridas em protestos contra o
presidente Ortega no país. Apenas em Manágua, foram sete mortos.
A polícia da Nicarágua informou nesta
sexta-feira (1º) que 15 pessoas morreram e 218 ficaram feridas em protestos
ocorridos na quarta-feira(30), dia das mães no país.
Desde o início dos protestos contra o
presidente Daniel Ortega, que começaram em abril, mais de 100 pessoas morreram.
Esta quarta pode ser considerada um dos dias mais violentos.
"O número de pessoas mortas como produto
das ações de grupos delinquentes que operam usando máscaras foi de 15",
disse o subdiretor da Polícia Nacional, Francisco Diaz.
Um dos confrontos ocorreu em Managua enquanto
mulheres que perderam seus filhos em manifestações contra Daniel Ortega
agradeciam aos nicaraguenses que se recusaram a comemorar o Dia das Mães e que
acompanhavam a caminhada.
Testemunhas disseram que grupos armados
pró-governo abriram fogo contra os manifestantes. Sete pessoas morreram apenas
na capital nicaraguense.
O massacre foi criticado pela conferência
episcopal de bispos católicos do país da América Central, que a classificou
como uma "agressão organizada e sistemática" e suspendeu conversas
com o governo agendadas para a quinta-feira (31).
O Centro Nicaraguense de Direitos Humanos
(Cenidh) disse em um comunicado que os acontecimentos da quarta-feira causaram
16 mortes e que 100 pessoas morreram desde o início das manifestações.
O Exército disse estar tratando de alguns
feridos, incluindo vários policiais.
Por G1

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