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O governado
do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, durante
cerimônia de entrega de 265 novas viaturas
para a PM.
Tânia
Rêgo/Agência Brasil
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Para
governador, o estado precisa de uma Polícia Rodoviária Federal forte e de uma
Força de Segurança Nacional forte, assim como precisa da presença forte das
Forças Armadas no auxílio ao combate da violência no estado
Rio - O
governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quinta-feira que
“seria uma loucura” o próximo governador do estado dispensar o uso das Forças
Armadas no combate à violência e ao tráfico de drogas no estado. Durante o
lançamento do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região
Metropolitana, na Sala Cecília Meireles, no centro, Pezão disse que se o
próximo governador do estado desejar a prorrogação da intervenção federal no
Rio, ele fará a solicitação ao governo federal tão logo saia o resultado das
urnas.
“Sou governador até a meia-noite do dia 31 de
dezembro, mas se o vencedor das eleições quiser a prorrogação da intervenção
federal, eu peço imediatamente logo depois do resultado das eleições”.
A avaliação do
governador é de que dificilmente o próximo governador vai querer dispensar o
uso das Forças Armadas no Estado. “Eu acho particularmente uma loucura o
governante que sentar aqui [na cadeira de chefe do Executivo fluminense]
dispensar o uso das Forças Armadas”.
Para Pezão, o
estado precisa de uma Polícia Rodoviária Federal (PRF) forte e de uma Força de
Segurança Nacional forte, assim como precisa da presença forte das Forças
Armadas no auxílio ao combate da violência no estado. “Eu falei no dia em que o
presidente Michel Temer assinou a intervenção: vocês vão entrar e não sair
nunca mais. É uma dívida que a União tem com a cidade do Rio de Janeiro. Isso
era para estar contemplado na fusão [dos estados do Rio e da Guanabara] e
também com a perda da capital”, disse. “Assim como acontece em Brasília, essa
conta da segurança pública tinha que estar contemplada na Constituição: a
injeção de recursos da União na segurança pública do Rio”.
Resultados
visíveis
O governador do
Rio disse que os resultados da intervenção federal no estado são visíveis. “Os
roubos de carga diminuíram, assim como os de transeuntes e de celulares. Agora,
o problema da violência é nacional e eu não tenho dúvida nenhuma que o próximo
presidente da República e o próximo governador do Rio dificilmente vai dispensar
o uso das Forças Armadas”.
Segundo Pezão,
o estado hoje está pagando o preço pelo abandono ocorrido no passado,
principalmente no que diz respeito ao trabalho da Polícia Rodoviária Federal no
patrulhamento das Rodovias de acesso ao estado. “É só você observar os
resultados obtidos de agosto para cá, quando o governo federal decidiu pelo
aumento da PRF no estado com mais de mil homens, divididos em 300 por turno”.
Os resultados
obtidos até agora levaram o governador a defender a continuidade das
iniciativas para reforçar o policiamento nas rodovias federais. “A quantidade
de armamento e munições que entraram no Rio devido a falta de fiscalização. A
gente está vendo que a integração está levando a apreensão seguidas de armas,
principalmente por parte da Polícia Rodoviária Federal.”
Para o
governador, é preciso aumentar também a fiscalização das baías do estado,
principalmente a Baía de Guanabara. “A Baía de Guanabara, por exemplo, é uma
peneira. Olha como o tráfico se estabeleceu em Angra dos Reis e Parati, que
hoje é uma rota internacional do tráfico. Patrulhar as estradas e baías não é
atribuição da Polícia Militar ou da Polícia Civil”.
Região
Metropolitana
Luiz Fernando
Pezão disse que o governo do estado está, também, empenhado em fortalecer cada
vez mais a questão da segurança pública na Região Metropolitana do Rio. Neste
sentido, ele adiantou que governo vai aproveitar que algumas unidades de
Policiamento Pacificadora (UPPs) foram desativadas na capital para fortalecer o
policiamento na Região Metropolitana e, em particular, na Baixada Fluminense.
“Em julho estão
chegando mais viaturas para a segurança pública do estado e vamos destinar a
maioria para a Região Metropolitana, principalmente para a Baixada. Também irão
unidades para São Gonçalo, Niterói, Maricá e para a Região Metropolitana como
um todo”.
Por Agência Brasil

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