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Kikuo
Kojima, de cadeira de rodas, entrou com ação
contra o
governo do Japão por esterilização forçada
(Foto:
Daisuke Tanaka/Kyodo News via AP)
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Lleis de
eugenia em vigor entre 1948 e 1996 permitiram a esterilização forçada de mais
de 16 mil pessoas no Japão.
Três pessoas
que foram esterilizadas à força com base em uma lei de eugenia decidiram
processar o governo do Japão por
considerar que suas vidas foram arruinadas pela operação. As ações integram um
movimento que exige uma indenização do Estado às vítimas, além de um pedido de
perdão.
As novas ações
na justiça foram anunciadas depois que um primeiro caso foi apresentado este
ano.
"Espero
que outras vítimas, que sofreram durante décadas como eu, levantem suas vozes e
se unam ao nosso movimento de busca de justiça", afirmou um homem de 75
anos, que entrou com o processo em Tóquio.
"Quero que
o governo admita a verdade e quero recuperar minha vida", completou o
demandante, que usou o pseudônimo Saburo Kita.
Ele foi
esterilizado quando era adolescente. Anos depois se casou, mas não contou nada
à esposa. Ele só revelou a verdade quando a companheira estava no leito de
morte em 2013.
Kita pede uma
indenização de 30 milhões de ienes (US$ 273 mil), informou o advogado Naoto
Sekiya.
De forma
simultânea, outras duas pessoas apresentaram demandas em outras regiões do
país.
"O
Parlamento falhou ao não adotar as medidas necessárias para abolir as leis que
possibilitaram as esterilizações forçadas", declarou Sekiya aos
jornalistas. "E o governo também falhou ao aplicar dispositivos que
violavam claramente a Constituição, inclusive naquela época", completou.
Por France Presse

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