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Estrutura de
metal foi derrubada por manifestantes contrários
ao governo
da Nicarágua nesta quarta-feira (17) (Foto: Inti Ocon/AFP)
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Manifestantes
protestam contra o governo há quase um mês. Árvores de metal colocadas pelo
partido do presidente são derrubadas.
Manifestantes
nicaraguenses se reuniram na quarta-feira (17), mais uma vez, para derrubar uma
grande estrutura de metal no formato de uma árvore de nove toneladas. Com a
derrubada, um homem ficou preso sob os ferros e morreu.
Desde que as
manifestações contrárias ao governo começaram, há quase um mês, os
manifestantes já derrubaram e queimaram 16 dessas estruturas. As enormes
decorações foram instaladas perto de monumentos históricos com especial
significado político para o partido do presidente Daniel Ortega, a Frente
Sandinista de Libertação Nacional. Elas foram instaladas por iniciativa da
vice-presidente e primeira-dama, Rosario Murillo, com o custo de US$ 25 mil
cada.
Reunidos no
Centro Modero de Manágua, centenas de pessoas utilizaram uma máquina de soldar
para queimar os parafusos, uma serra metálica de mão e cordas grossas para
derrubara a estrutura.
Segundo
constatou a Agência Efe, uma pessoa morreu ao ficar sob a estrutura metálica,
entre 15 e 20 metros de altura, que faz parte de uma "floresta" que
começou a "brotar" em meados de 2013 em pontos estratégicos da Nicarágua e que agora são cerca
de 140 em todo o país.
Nos primeiros
instantes, as pessoas não perceberam que alguém tinha ficado preso e subiram em
cima da árvore, como de forma habitual, para protestar contra o governo. Até
que um grupo avisou do que acontecia, então os manifestantes se retiraram e
começaram a levantar a estrutura para tirar a vítima.
Os rostos
anestesiados foram reproduzidos entre os presentes ao saber o que tinha
acontecido com a vítima, identificada pelo Hospital Vivian Pellas como o
cineasta guatemalteco Eduardo Spiegler, de 30 anos.
De acordo com
os médicos, o homem faleceu de "uma lesão cerebral traumática, com explosão
de massa cefálica, descolamento do membro inferior e trauma múltiplo".
A Nicarágua
espera que o diálogo nacional, que será retomado na sexta-feira, encerre uma
crise causada por grandes manifestações a favor e contra Ortega, que registrou
entre 58 e 65 mortes em quase um mês.
Por Agencia EFE

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