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Ministros do
STF no plenário da Corte nesta quinta
(3) (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)
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Fixada em
2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral, regra foi contestada pelo partido
Avante. Para relator, não há censura de conteúdo, mas uma restrição para
'proteger' a vida privada do eleitor.
O Supremo
Tribunal Federal (STF) validou nesta quinta-feira (3) uma regra do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) que proíbe o uso de telemarketing para fazer
propaganda eleitoral.
Fixada em 2014
pelo TSE, a proibição foi contestada no STF pelo Avante. O partido alegou que a
norma fere a liberdade de expressão dos candidatos.
O julgamento
foi iniciado em abril e, na ocasião, o relator, ministro Edson Fachin, votou em
favor da proibição, sob o argumento de que não há qualquer censura na medida.
"Não há
nem pode haver censura de conteúdo, em hipótese alguma. Trata-se apenas de uma
restrição constitucionalmente assegurada quanto ao meio do qual se vale para
proteger a intimidade e a vida privada", explicou o ministro na sessão
desta quinta.
Fachin foi
acompanhado por outros sete ministros:
- Luiz Fux;
- Alexandre de Moraes;
- Rosa Weber;
- Dias Toffoli;
- Ricardo Lewandowski;
- Celso de Mello;
- Cármen Lúcia.
Os ministros
Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes não participaram do julgamento.
Divergência
Só divergiu o
ministro Marco Aurélio, para quem a liberdade de expressão não pode ser
restringida neste caso.
"Base
maior para mim em termos de informação, de comunicação, é disposto no artigo
220 da CF, a revelar de forma categórica que a manifestação de pensamento é
livre, inclusive o telefônico. A comunicação e informação sob qualquer forma
não sofrerão qualquer restrição", afirmou o ministro.
Presidente
do TSE
Atual
presidente do TSE, o ministro Luiz Fux ponderou que os candidatos tem outros
meios de realizar a propaganda.
"A
incidência limitativa sobre a liberdade de expressão é absolutamente
insignificante, considerando-se que segue à disposição dos candidatos um farto
catálogo de opções publicitárias, sendo-lhes ainda totalmente possível fazer
com que suas mensagens cheguem ao corpo dos cidadãos", disse Fux.
Por Renan Ramalho, G1, Brasília

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