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Deputados e
senadores reunidos na sessão do Congresso
desta quarta (2) (Foto: Roque de Sá/Agência
Senado)
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Proposta
realoca recursos do Orçamento para União honrar garantia dada a empresas
brasileiras que exportaram para esses países. Texto segue para sanção
presidencial.
O Congresso
Nacional aprovou nesta quarta-feira (2) a liberação de R$ 1,1 bilhão do
Orçamento da União para o Brasil pagar garantias a exportações não honradas por
Venezuela e Moçambique. O projeto segue para sanção do presidente Michel Temer.
A proposta não
cria novas despesas para o governo, mas, sim, realoca recursos já previstos no
Orçamento. As garantias foram avalizadas pelo Tesouro Nacional.
Pela proposta
aprovada, o montante a ser liberado é oriundo do cancelamento de despesas
previstas pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e será transferido para o
Fundo de Garantia à Exportação.
A garantia é
dada dentro do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR) da Associação
Latino-americana de Integração (Aladi).
Os bancos
centrais dos signatários oferecem a garantia de que empresas exportadoras vão
receber o pagamento por vendas feitas entre os países. O objetivo do convênio é
incentivar o comércio.
Argumentos
pró e contra
Durante a
sessão, parlamentares aliados ao Palácio do Planalto afirmaram que a aprovação
do projeto era importante para a imagem do Brasil junto ao sistema financeiro
internacional.
"Nós não
podemos ficar com o símbolo de maus pagadores, o Brasil é um país exportador
[...]. Hoje, nós estamos mostrando que este Congresso tem responsabilidade para
que o Brasil possa mostrar que honra com os seus compromissos", disse, por
exemplo, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA).
Na semana
passada, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), também defendeu a
aprovação do projeto.
"Nós vamos
ter que, pelo governo brasileiro, por uma questão de Estado, fazer o pagamento
ao Credit Suisse e ao BNDES", afirmou.
O líder do PSOL
na Câmara, Ivan Valente (SP), por sua vez, manifestou-se contra a aprovação da
proposta, afirmando que já havia recursos para o Fundo de Garantia à Exportação
honrar os compromissos. Segundo ele, como o Orçamento está
"engessado" pelo teto de gastos, a realocação de dinheiro se tornou
obrigatória.
"O fundo
garantidor tem mais de R$ 25 bilhões de saldo, mas não pode usar porque tem uma
coisa chamada teto de gastos. Os mesmos que votaram o teto, agora, querem tirar
o dinheiro do trabalhador", criticou.
"O que
está se fazendo aqui é para garantir a imagem do país, é para as agências de
risco, para os investidores estrangeiros, que podem chegar e falar que o Brasil
não pode garantir", completou.
Também presente
à sessão, Henrique Fontana (PT-RS) utilizou os microfones para dizer que a
relação comercial do Brasil com a Venezuela foi superavitária nos governos
petistas.
"É uma
mistificação e uma mentira atrás da outra para desencadear um debate
ideológico. Quando governamos o país, ao longo de praticamente 13 anos, tivemos
um superávit na balança comercial com a Venezuela, que criou milhares de
emprego no Brasil, que foi de US$40 bilhões", disse.
Por Gustavo Garcia,
Alessandra Modzeleski
e João Cláudio Netto, G1 e
TV Globo, Brasília

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