
Empresário
de Brasília adquiriu imóvel em Guarujá por R$ 2,2 milhões, lance mínimo do
leilão. À TV Globo, Fernando Gontijo afirmou que comprou como investidor. Ele
nega relação com políticos.
O empresário
Fernando Costa Gontijo, que comprou
em leilão pelo lance mínimo de R$ 2,2 milhões o triplex em Guarujá
(SP) atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o imóvel
é um “bom investimento” porque tem “uma simbologia” e "posição
privilegiada".
Em entrevista
por telefone à TV Globo, Fernando Gontijo diz que atua no ramo imobiliário de
Brasília há mais de 30 anos e adquire imóveis em leilões judiciais.
Em janeiro, o
juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da
Justiça, ordenou
a venda do triplex em leilão público. Devido à condenação
no caso do triplex, o ex-presidente foi
preso no mês passado. Ele é acusado de ter recebido o triplex como
propina da construtora OAS para favorecer a empresa em contratos com a
Petrobras. Lula
nega as acusações e afirma ser inocente.
Fernando
Gontijo afirmou que considera o apartamento, na praia das Astúrias, "um
bom investimento".
“Eu penso
que, após a liberação dos gravames todos, o imóvel poderá ser demonstrado como
um bom investimento. Evidentemente, de frente para a praia, numa posição
privilegiada, tem uma simbologia. Então, são esses fatores que a gente
normalmente analisa para fazer um investimento.”
Na entrevista ,
Gontijo afirmou que, para o mercado imobiliário, é positivo que se trate de um
imóvel conhecido, mas disse que ainda não definiu o que vai fazer com o triplex.
“Por ser um
imóvel muito conhecido evidentemente que no momento, eu ainda não defini qual é
a estratégia de que nós vamos dar sequencialmente. Vamos aguardar toda a parte
jurídica. Somente após esse trâmite judicial que eu vou definir para qual
projeto vou destinar esse imóvel”, afirmou.
Para a
aquisição do imóvel, Fernando Gontijo comprou uma empresa, a Guarujá
Participação. Disse que essa prática é uma praxe no mercado.
“No mercado
imobiliário, eu compro, participo de leilões, compro imóveis, vendo imóveis e é
uma praxe do mercado, muito comum, a gente utilizar uma empresa, uma sociedade
de propósitos especificos. Isso dá flexibilidade nos investimentos
imobiliários. Então, por essa razão, que nós fizemos a Guarujá. Foi criada
justamente com essa finalidade, para fazer investimento no mercado
imobiliário”, declarou.
Por Camila Bomfim, TV Globo, Brasília
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