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A presidente
do STF, ministra Cármen Lúcia, em imagem
de janeiro (Foto: Marcelo Camargo / Agência
Brasil)
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Presidente
do Supremo Tribunal Federal ministrou palestra para estudantes de faculdade em
Brasília.
A presidente
do Supremo Tribunal Federal(STF), Cármen Lúcia, disse nesta
segunda-feira (21) que o Brasil tem boas leis, como as de combate à corrupção e
à violência contra a mulher, mas “dificuldade” para cumpri-las.
Ela deu a
declaração ao ministrar palestra com o tema “Constitucionalização do Direito
Civil” a alunos do Centro Universitário de Brasília (UniCeub).
“Nós somos
craques em fazer lei. Se a gente pegar a Lei da Ficha Limpa, por exemplo, ela é
copiada em muito lugar. A lei chamada Maria da Penha é copiada em muitos
lugares. Nós temos uma das melhores leis, por exemplo, para os casos de
refugiados, copiada em muitos lugares. Nossas constituições são muito bem
feitas”, citou Carmen Lúcia. Para a ministra, a dificuldade é "cumprir as
leis que nós temos".
"Nós não
temos problema de falta de leis, e boas leis, o nosso problema é cumprir leis”,
afirmou.
Ainda segundo
Cármen Lúcia, se a Constituição fosse totalmente cumprida, o Brasil
consolidaria uma democracia que seria copiada "por muitos povos”.
“Tenho certeza
que a tarefa é difícil [...], mas Paulo Mendes Campos dizia: ‘Se multiplicou a
minha dor, também multiplicou a minha esperança’."
"Não falta
Constituição, não falta direito. Falta fazer com que a Constituição vire a vida
de todos os brasileiros”, declarou.
Cármen Lúcia
disse, no entanto, que a Constituição não é perfeita e lembrou que a Carta já
foi modificada uma centena de vezes.
“[A
Constituição] não deu a educação suficiente, não garante a saúde suficiente,
não garante a eficiência dos serviços, a prestação da justiça demora muito”,
disse.
“Porém, o
cidadão tem pressa dos seus direitos [...]. Por isso, eu acho que, a despeito
de tantas dificuldades, nós temos um campo enorme para ter grandes esperanças”,
completou.
Entre os
avanços que, na avaliação da ministra, aconteceram no Brasil, está a superação
da frase “Em briga de marido e mulher não se mete a colher”.
Por Gustavo Garcia, G1, Brasília

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