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O presidente
do Equador, Lenín Moreno, em foto
de 15 de
agosto (Foto: Daniel Tapia / Reuters)
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'Iremos com
toda a contundência (...) e sem contemplações para punir estes violadores de
todos os direitos humanos', diz o presidente do Equador, Lenín Moreno.
O presidente do
Equador, Lenín Moreno, estabeleceu na noite desta quinta-feira (12) o prazo de
12 horas para que os sequestradores de uma equipe de reportagem provem que o
grupo está vivo, após informações sobre a possível execução dos reféns.
Caso não haja a
prova de vida, "iremos com toda a contundência (...) e sem contemplações
para punir estes violadores de todos os direitos humanos", disse Moreno
logo após retornar ao Equador. De acordo com o jornal "El Comércio",
o prazo expira às 10h50 desta sexta (12h50).
O presidente
estava em Lima para a Cúpula das Américas, mas voltou a Quito após informações sobre a possível execução dos jornalistas.
O grupo do jornal "El Comércio",
integrado por dois jornalistas e um motorista, foi sequestrado no dia 26 de
março passado, quando realizava uma reportagem na fronteira entre
Equador e Colômbia.
No início de
abril, um vídeo exibido pelo canal colombiano RCN mostrou o repórter Javier
Ortega (32 anos), o fotógrafo Paúl Rivas (45), e o motorista Efraín Segarra
(60) com algemas e correntes no pescoço, segundo a France Presse.
Os três foram
sequestrados quando realizavam reportagens no povoado de Mataje, onde as
autoridades dos dois países perseguem guerrilheiros que se afastaram do
processo de paz com as já dissolvidas Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (Farc).
O Exército
colombiano apontou os dissidentes comandados pelo equatoriano Walter Artízala,
conhecido como Guacho, como responsáveis pelo sequestro.
Por G1

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