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Cientista
observa amostra de sangue em
laboratório (Foto: Luis Robayo/AFP)
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Migrantes
venezuelanos que deixam o país devido à crise econômica e social têm levado a
doença para o Brasil e outras partes da América Latina, de acordo com a agência
da ONU.
A malária está
se espalhando rapidamente pela Venezuela, com mais de 406 mil casos registrados
em 2017, um aumento de 69 por cento em relação ao ano anterior, a maior taxa de
aumento no mundo todo, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira.
Migrantes
venezuelanos que deixam o país devido à crise econômica e social têm levado a
doença para o Brasil e outras partes da América Latina, de acordo com a agência
da ONU, que fez um apelo às autoridades para que ofereçam diagnóstico e
tratamento gratuitos independentemente da situação legal deles para evitar que
a doença se espalhe ainda mais.
"Nas
Américas, não é apenas a Venezuela. Na verdade estamos registrando aumentos nos
números em outros países. A Venezuela, sim, é uma preocupação significativa, a
malária está aumentando e está aumentando de uma maneira bastante
preocupante", disse o diretor do programa global de malária da OMS, Pedro
Alonso, a repórteres.
A Venezuela
enfrenta uma grave crise que resultou em hiperinflação e escassez de alimentos
e medicamentos, no quinto ano de uma recessão que o governo do presidente
Nicolás Maduro diz ser resultado das hostilidades do Ocidente e da queda no
preço do petróleo.
Autoridades
venezuelanas registraram 240.613 casos de malária em 2016, muitos deles no
Estado de Bolívar, na fronteira com a Guyana, com 280 mortes, de acordo com a
OMS.
A estimativa de
2017 saltou para 406 mil casos -- cinco vezes mais do que em 2013.
"O que
estamos vendo agora é um aumento em massa, provavelmente chegando perto de meio
milhão de casos por ano. Esse é o maior aumento reportado em qualquer lugar do
mundo", disse Alonso.
Segundo ele, a
falta de recursos e campanhas ineficientes de combate à malária são
responsáveis pelo aumento dos casos. A OMS e a Organização Pan-Americana de
Saúde (Opas) estão trabalhando com autoridades venezuelanas para enfrentar o
problema, acrescentou.
"Estamos
vendo, inclusive por causa da movimentação populacional, casos entre migrantes
venezuelanos aparecendo em outros países -- no Brasil com certeza. Mas também
em Colômbia, Equador e em vários outros lugares", afirmou Alonso.
Por Stephanie Nebehay, Reuters

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