Aumento de tiroteios no Rio é 'reação' ao 'processo de mudança', diz ministro | Rio das Ostras Jornal

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Aumento de tiroteios no Rio é 'reação' ao 'processo de mudança', diz ministro


Raul Jungmann (Segurança Pública) comentou relatório divulgado nesta quinta que mostra que houve aumento no número de trocas de tiro desde que intervenção foi decretada.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira (26) que fatos como o aumento do número de tiroteios no Rio de Janeiro, após o início da intervenção federal, indicam que há uma “reação” ao “processo de mudança” em curso no estado.
Também nesta quinta, o Observatório da Intervenção divulgou relatório com números obtidos nos dois primeiros meses da intervenção na segurança do estado, decretada em fevereiro pelo presidente Michel Temer.
As informações divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), a partir de dados coletados pelo aplicativo Fogo Cruzado, de pesquisas oficiais e de dados divulgados pelo Comando Militar do Leste, indicou que, nos dois meses pré-intervenção (janeiro e fevereiro), houve 1.299 tiroteios no Rio.
Nos dois meses seguintes ao decreto (março e abril), o número aumentou para 1.502 trocas de tiros, segundo os dados coletados.
Questionado sobre os tiroteios, o ministro afirmou que outras cidades que enfrentaram problemas de segurança pública, a exemplo de Medellín e Bogotá, ambas na Colômbia, tiveram dificuldades no início das ações.
“Todos os processos de mudança que você teve, por exemplo em Medelín, em Bogotá, no início desse processo que levou a superação daquela situação, eles tiveram um acréscimo no início de casos como esses ... Quando acontece esta mudança, aconteceu em outras situações, também, um aumento da questão das armas, da questão dos tiroteios e etc”, disse, após participar de evento em Brasília.
Conforme Jungmann, o problema será “resolvido”, já que a intervenção federal está “no caminho”. Ele destacou que o enfrentamento à criminalidade gerou reações nas cidades estrangeiras e gera reação no Rio.
“Há uma mudança que, inclusive, rompe os laços entre aqueles, dentro do sistema de segurança pública, que estão ligados ou são cúmplices dos criminosos. Isso gera reação, gerou lá [no exterior], está gerando aqui, isso a gente vai com o tempo resolver”, declarou.
Por Guilherme Mazui, G1, Brasília

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