![]() |
Palocci foi
alvo da 35ª fase da Operação Lava Jato,
em 2016 (Foto: Giuliano Gomes/ PRPress)
|
Ex-ministro
foi condenado a 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão na primeira instância
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A defesa de
Antonio Palocci protocolou no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4),
em Porto Alegre, um pedido para que ele seja ouvido em segunda instância no
processo sobre corrupção na Odebrecht. Condenado
em primeira instância a 12 anos, 2 meses e 20 dias, o
ex-ministro está preso.
Ele já
prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, no ano passado, e
se colocou à disposição para apresentar "fatos com nomes, endereços e
operações realizadas."
É na segunda
instância que as apelações dos réus da Lava Jato são julgadas. A defesa de
Palocci já pediu liberdade no TRF-4, e os pedidos foram negados. O último foi
em agosto
de 2017.
O G1 entrou em contato com o
advogado do ex-ministro que cuida desse pedido, Adriano Bretas, mas ele disse
que não irá se manifestar.
Quem analisará
o pedido, protocolado nesta quinta-feira (8), será o desembargador João Pedro
Gebran Neto.
Segundo a sentença
de Moro Palocci participou de um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira
Odebrecht e contratos de sondas com a Petrobras. Ele decidiu que o político não
poderia recorrer em liberdade.
Sobre a
condenação, um dos advogados de Palocci, Alessandro Silverio, disse que o
ex-ministro é inocente dos fatos citados na decisão. A defesa também alegou que
não havia requisito para tal decretação, e que houve "antecipação da
pena".
Palocci ocupou
as pastas da Fazenda no governo de Lula, e da Casa Civil na gestão de Dilma
Rousseff (PT).
O ex-ministro
foi preso na 35ª
fase da operação Lava Jato, batizada de Omertà e deflagrada no dia 26
de setembro de 2016. Está detido na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.
Palocci também
é réu em outro processo que apura se a Odebrecht pagou propina por meio da
compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e do
apartamento vizinho ao do ex-presidente em São Bernardo, no ABC Paulista. Entre
os réus desta ação, estão o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira,
um dos advogados de Lula.
Por G1 RS

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!