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© André
Dusek/Estadão Rodrigo Maia disse que DEM
vai lançar
pré-candidato em março.
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RIO - Na
Sapucaí nesta segunda-feira, 12, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou a
possibilidade de o apresentador Luciano
Huck sair candidato à Presidência
da República por seu partido. Huck já descartou que vá se
candidatar, mas estaria tendo conversas com políticos sobre o processo de 2018
ainda assim.
"O DEM vai ter candidato a
presidente, e o pré-candidato vai ser lançado em março. Temos o maior carinho
pelo Luciano, mas nesse momento ele não faz parte do projeto do nosso partido.
Vamos ter entre dez e doze candidatos nos Estados e no início de março vai
ficar claro que o partido vai seguir seu próprio caminho", afirmou.
Sobre o
carnaval, Maia disse que a crítica
à Reforma Trabalhista feita pelo Paraíso do Tuiuti em seu desfile, domingo,
foi por desinformação do carnavalesco (Jack Vasconcelos). A escola tinha uma
ala, chamada "Guerreiros da CLT", em que uma carteira de trabalho
aparecida chamuscada, e o operário tinha vários braços, para simbolizar a
sobrecarga de tarefas.
Já a ala
batizada de "trabalho informal" fez alusão à precarização do
trabalho. A escola também fez crítica ao governo Michel Temer (MDB), que
apareceu como um vampiro com uma faixa presidencial. O Tuiuti foi a agremiação
mais mencionada nesta segunda-feira nas redes sociais por conta disso.
"Tem que
respeitar desfile ideológico. Só que as informações do carnavalesco não estão
certas", criticou Maia. "A gente vai ver em 2018 que a nova lei está
gerando milhões de empregos. Tem que dar tempo ao tempo. A crítica é sempre
importante, para que todos avaliem o governo, o Legislativo, o Judiciário. No
caso da Trabalhista, os resultados já estão aparecendo: já tivemos redução de
desemprego, nesse ano vamos ter mais de um milhão de empregos de carteira
assinada. No próximo ano talvez a gente vai ter um desfile diferente".
Ele voltou a
dizer que é preciso informar bem a população sobre as mudanças na legislação.
Referindo-se ao público do Sambódromo, falou das diferenças entre os pobres da
arquibancada, que terão de trabalhar até os 65 anos, e os ricos dos camarotes,
com necessidade de menos tempo de serviço para se aposentar.
Maia falou
também de segurança. Disse que é preciso haver nova operação conjunta entre
forças estaduais e federais para o combate à violência no Rio, e também que vai
trabalhar junto ao governo para que se coloque no orçamento a construção de
mais presídios federais, chegando a "20 ou 30 unidades". O objetivo,
ressaltou, é isolar chefes do crime organizado. "A gente já fez aquela
primeira operação dos órgãos federais, que não foi o que a gente esperava, e
vai ter que voltar. Além de endurecer a legislação de armas e drogas",
sublinhou. Segundo Maia, o Congresso demandará à Presidência a priorização do
tema dos presídios.

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