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© AFP Nicolás
Maduro, durante coletiva de imprensa no
Palácio Miraflores em Caracas, na Venezuela –
22/08/2017
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O secretário de
Estado dos Estados Unidos,
Rex Tillerson, e o ministro de Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, anunciaram
nesta domingo que estudam implementar sanções ao petróleo da Venezuela para pressionar o
presidente Nicolás Maduro e
incentivar o retorno ao “regime constitucional”.
“Um dos
aspectos considerados ao sancionar o petróleo é quais seriam as consequências
para o povo venezuelano. Fazer nada é também pedir que o povo venezuelano
continue sofrendo”, afirmou Tillerson em coletiva de imprensa com Faurie na
sede do Ministério argentino.
Depois de uma
reunião fechada, os dois disseram concordar na necessidade de pôr em prática
medidas que freiem o caminho “autoritário” que tomou o governo venezuelano. O
chefe da diplomacia americana revelou que estão estudando “sancionar o
petróleo”, proibir a venda nos Estados Unidos ou “refinar produtos que venham
da Venezuela”.
“Não podemos
permitir a destruição da Venezuela”, disse ele, antes de insistir que o
“desacordo” da Argentina e dos Estados Unidos é “com o regime” de Maduro e não
com a população, que está “sofrendo enormemente”. Por conta disso, ele insistiu
que, antes de implementar medidas deste tipo, é essencial analisar quais seriam
os efeitos na população e em outros países da região para não causar impactos
negativos.
Faurie, por sua
vez, apontou que “controlar o financiamento” do país é uma ferramenta
“absolutamente importante” que os dois concordaram no encontro. Ele também
ressaltou a importância de realizar um “monitoramento preciso” sobre seu
impacto antes de agir, de modo que haja um “balanço justo sobre o que a nação
venezuelana precisa e o que está sendo utilizado pelos dirigentes
venezuelanos”.
“O compromisso
da Argentina com a recuperação da democracia e a plena vigência das
instituições e estruturas nas quais se baseiam um regime democrático é
indeclinável”, declarou.
Sobre a
possibilidade de impedir a participação da Venezuela na próxima Cúpula das
Américas, que acontecerá em Lima, em abril, tanto Faurie quanto Tillerson
garantiram que irão respeitar a decisão do país anfitrião.
A visita de
Tillerson à Argentina começou ontem, na Patagônia, e terminará amanhã na
residência presidencial em Olivos, nos arredores de Buenos Aires, onde se
encontrará com o presidente Mauricio Macri.

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