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Fabricio
Alvarado (esq.) e Carlos Alvarado vão disputar
2º turno na eleição presidencial da Costa Rica
(Foto:
Juan Carlos Ulate e Randall Campos/Reuters)
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Fabricio Alvarado e Carlos Alvarado vão para
disputa em 1º de abril; mais votado disparou nas pesquisas após campanha contra
casamento gay.
O líder evangélico Fabricio Alvarado, do
Partido Restauración Nacional (PRN), e o jornalista e cientista político do
governista Partido Acción Ciudadana (PAC), Carlos Alvarado, irão disputar o
segundo turno nas eleições presidenciais da Costa Rica em 1º de abril.
De acordo com o tribunal eleitoral do país,
com 89% das urnas apuradas, Fabricio contava com 24,79% dos votos ante 21,76%
do concorrente. Ambos não conseguiram os 40% necessários para a vitória no
primeiro turno. No total, 13 nomes disputaram o pleito.
Cerca de 3,3 milhões de pessoas foram
convocadas às urnas neste domingo (4) para escolher o presidente e os 57
deputados para o período 2018-2022. A votação terminou por volta das 22h (no
horário de Brasília) sem incidentes e os resultados iniciais foram divulgadas
nas primeiras horas desta segunda-feira.
Casamento gay
Fabricio Alvarado Muñoz, que tem 43 anos e é
o único parlamentar eleito do evangélico Partido da Restauração Nacional,
estava com 3% nas pesquisas de intenção de voto em dezembro.
Ele disparou no fim da campanha por sua
postura contrária ao casamento gay após uma declaração realizada em 9 de
janeiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos a favor da união
homossexual
"Propomos a soberania da família como a
base fundamental da sociedade", disse Alvarado Muñoz a apoiadores com
cornetas de plástico após o anúncio dos resultados. "A Costa Rica enviou
uma mensagem aos partidos tradicionais -- nunca mais eles interferirão com a
família".
Como o adversário do partido governista,
Carlos Alvarado Quesada, apoia o casamento gay, o segundo turno de 1º de abril
pode se tornar um referendo sobre o tema que polarizou o país.
Ex-ministro do Trabalho de 38 anos, Carlos
Alvarado aglutinou as forças progressistas do país com uma mensagem de continuidade
do atual governo.
A eleição também pode ser um sinal do futuro
da América Latina, onde candidatos nada tradicionais e de fora da política
devem causar impacto no ano que vem, quando cerca de dois terços da população
da região elegerá novos governos.
Apesar de um histórico de políticas sociais
progressistas, a maioria dos costarriquenhos se identifica como conservadora, e
o cristianismo evangélico emergiu como força religiosa e política nos últimos
anos, refletindo mudanças recentes em toda América Latina.
O atual presidente do país, Luis Guillermo
Solís, encerrará o seu mandato no próximo dia 8 de maio.
Por G1

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