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© Hélvio
Romero/Estadão O prefeito de São Paulo
, João Doria (PSDB)
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BRASÍLIA - Após
se aproximar do PSD, o prefeito João Doria investe agora no apoio do DEM para
uma eventual candidatura pelo PSDB ao governo de São Paulo. A negociação partidária, que envolve o
presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o prefeito de Salvador,
ACM Neto (DEM-BA), ocorre à revelia do governador Geraldo Alckmin e no momento
em que uma ala tucana tenta adiar as prévias paulistas da legenda para maio.
Com o adiamento
das prévias, o prefeito seria forçado a deixar o cargo para entrar na disputa
interna. Pela legislação, os políticos que forem concorrer nas eleições deste
ano devem renunciar até o dia 7 abril.
Doria e Maia
conversaram sobre a sucessão em São Paulo no avião do prefeito, durante um voo
entre Rio e Salvador na terça-feira de carnaval. Ao chegar à capital baiana,
eles se juntaram ao prefeito ACM Neto. Questionado sobre o encontro, Maia disse
ao Estado que a palavra final sobre uma eventual aliança em
São Paulo será do diretório regional do DEM.
O prefeito deve
almoçar no sábado com o secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia,
pré-candidato do DEM ao governo, e com dirigentes paulistas da sigla. A ideia é
oferecer a Garcia a vaga ao Senado. Por essa configuração, o presidente
licenciado do PSD, ministro Gilberto Kassab, seria o vice de Doria na chapa e o
chanceler Aloysio Nunes (PSDB), o segundo candidato ao Senado. A movimentação
de Doria incomodou aliados de Alckmin.
O governador
tenta evitar um racha em sua base na campanha pelo Palácio dos Bandeirantes.
Pré-candidato à Presidência, Alckmin não descarta convidar o vice-governador
Márcio França (PSB), que deve assumir em abril o governo e disputar a
reeleição, para se filiar ao PSDB e ser o candidato único da coalizão
governista.
Tucanos
paulistas ventilam ainda a possibilidade de acrescentar uma cláusula ao
estatuto da legenda que tornaria todos os detentores de cargo executivo
candidatos “natos” à reeleição – ou seja, sem a necessidade de disputar
prévias.
Prazo. A
pedido dos três pré-candidatos ao governo que se apresentaram formalmente até
agora no PSDB – Luiz Felipe d’Ávila, Floriano Pesaro e José Aníbal –, a reunião
da executiva que decidirá a data das prévias foi adiada do próximo dia 19 para
5 de março. Doria havia defendido na última reunião nacional da direção do PSDB
a realização das prévias já no dia 4 de março.
“Defendo que as
prévias sejam em maio. Assim haverá tempo para promovermos o bom debate. A
política é feita de riscos”, disse Aníbal ao Estado.
Diante do
impasse, aliados de Doria no PSDB afirmam agora que o primeiro turno da eleição
interna deve ocorrer no dia 11 de março e o segundo, no dia 18. Dessa forma,
ele ainda poderia concorrer sem ter de deixar a Prefeitura. O grupo do prefeito
age para formar maioria na reunião decisiva do partido do dia 5 de março.

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