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Defesa de
Marcelo Odebrecht apresentou e-mails que diz
envolver
terreno ao Instituto Lula, na quarta-feira
(Foto:
Rodolfo Buhrer/Reuters)
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Segundo
advogados, mensagens reforçam o que Marcelo afirmou na delação premiada a
respeito da compra, pela Odebrecht, do terreno que abrigaria a sede do
Instituto Lula.
Os advogados de
Marcelo Odebrecht apresentaram nesta quarta-feira (21) 21 e-mails trocados
entre o empresário e funcionários da empreiteira que, segundo eles, comprovam a
negociação envolvendo a compra do terreno para o Instituto Lula.
As mensagens
eletrônicas estavam no computador pessoal de Marcelo e foram selecionadas
depois que ele passou a cumprir pena em casa.
Segundo a
defesa do empresário, as mensagens reforçam o que Marcelo afirmou na delação
premiada a respeito da compra, pela Odebrecht, do terreno que abrigaria a sede
do Instituto Lula, em São Paulo, em setembro de 2010. A obra nunca saiu do
papel.
Em um desses
e-mails, o ex-executivo da Odebrecht Paulo Melo pede que o setor de propinas do
grupo programe três pagamentos e solicita que Marcelo os autorize.
Os mesmos
valores aparecem na planilha Italiano, relacionados à linha "prédio
IL". De acordo com a Lava Jato, Italiano é uma referência ao ex-ministro
Antônio Palocci, que admitiu gerenciar pagamentos ilícitos.
Na ação que
investiga a compra do terreno, o juiz Sérgio Moro já ouviu as testemunhas de
defesa e de acusação e também todos os réus na ação, incluindo o ex-presidente
Lula. Não há data para que o juiz dê a sentença do caso.
Por G1 PR, Curitiba

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