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| A falta do equipamento de monitoramento foi motivo de embate entre a defesa do empresário e o Ministério Público Federal. |
Medida
ocorre por falta de tornozeleira eletrônica. Empresário deixou carceragem da PF
na madrugada desta quarta.
O empresário
Wesley Batista, um dos donos da J&F, terá de comparecer semanalmente ao
Fórum Criminal Federal de São Paulo, na região da Avenida Paulista. A medida,
determinada em uma audiência na tarde desta quarta-feira (21), ocorre porque
não há tornozeleira eletrônica disponível no momento.
Wesley deixou a carceragem da Polícia Federal (PF) em
São Paulo na madrugada desta quarta-feira (21). Ele e o irmão Joesley tiveram a prisão preventiva substituída por medidas
cautelares, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Joesley,
porém, segue preso porque existe um segundo mandado de prisão contra ele.
A falta do
equipamento de monitoramento foi motivo de embate entre a defesa do empresário
e o Ministério Público Federal. Para o MPF, Wesley deveria disponibilizar a
quantia de R$ 50 milhões se quisesse cumprir prisão domiciliar. O valor seria
devolvido assim que fosse disponibilizada a tornozeleira.
Sua defesa,
porém, contestou, e o juiz responsável concordou. Ele, porém, determinou que o
empresário vá semanalmente ao fórum até que o equipamento seja disponibilizado.
Ao fim da audiência, Wesley disse que irá cumprir com rigor as medidas
cautelares.
Apesar de ter
fechado acordo de delação premiada com o Ministério Público, Wesley estava preso desde setembro por
suspeita de usar informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro, o
chamado "insider trading" - o empresário é acusado de ter utilizado
sua delação para lucrar com venda de ações e compra de dólares quando suas
denúncias foram divulgadas.
Empresário
Wesley Batista deixa a carceragem da PF em São Paulo
Medidas
cautelares
A Sexta Turma
do STJ substituiu nesta terça (19) a prisão preventiva dos irmãos Joesley e
Wesley Batista, donos do grupo J&F, por medidas cautelares.
Wesley deixou a
PF, no bairro da Lapa, Zona Oeste da cidade, pouco antes das 3h. Ele saiu do
prédio por uma portaria de acesso dos funcionários. Seu irmão, Joesley, segue
preso, pois, em setembro, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
havia apresentado uma nova
denúncia contra Joesley, por obstrução de Justiça.
A mesma decisão
de Janot rescindia seu acordo de delação premiada por entender que tanto
Joesley quanto outro executivo do grupo Ricardo Saud, mentiram sobre fatos de
que tinham conhecimento, se recusaram a prestar informações e que ficou provado
que, após a assinatura do acordo, eles sonegaram, adulteraram, destruíram ou
suprimiram provas.
Pela decisão
do STJ, Wesley Batista:
- Terá de comparecer em juízo e manter endereço
atualizado;
- Ficará proibido de se aproximar ou ter contato com
outros réus e testemunhas;
- Ficará proibido de ocupar cargo no conjunto de
empresas envolvidas no caso;
- Ficará proibido de deixar o Brasil sem autorização;
- Será submetido a monitoração eletrônica.
A decisão, por
3 votos a 2, foi tomada no âmbito do processo em que Wesley e Joesley são réus,
acusados de ganhos ilegais no mercado financeiro.
À TV Globo, o
advogado de Wesley e Joesley, Pierpaolo Bottini, afirmou que a decisão
reconhece que os irmãos Batista colaboraram com a investigação e não são um
risco à ordem pública.
Em nota, a defesa
dos irmãos Batista diz que "reitera que confia na justiça e voltará a
apresentar relatórios técnicos que demonstram a normalidade de todas as
operações financeiras efetuadas, que afastam por completo qualquer dúvida sobre
a licitude de sua conduta".
Por Adriana Perroni, GloboNews

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