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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante coletiva de
imprensa em Caracas, no dia 15 de fevereiro (Foto: Reuters/Marco Bello)
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Hermann
Escarrá é presidente da comissão constitucional da Assembleia Nacional
Constituinte. 'É mais um custo na ordem política, na ordem pública, ao qual se
expõe, do que algo que realmente poderia trazer ganhos', disse deputado à TV;
Peru afirma que não permitirá entrada de Maduro no país.
O
presidente da comissão constitucional da Assembleia Nacional Constituinte (ANC)
da Venezuela e um dos advogados mais respeitados pelo chavismo, Hermann
Escarrá, recomendou nesta segunda-feira (19) ao presidente Nicolás Maduro que
não vá à Cúpula das Américas em abril.
"Se
eu pudesse aconselhá-lo (...) lhe diria que evite essa reunião. É mais um custo
na ordem política, na ordem pública, ao qual se expõe, do que algo que
realmente poderia trazer ganhos", declarou Escarrá em entrevista à
emissora pública "VTV".
Maduro
afirmou há poucos dias que comparecerá à cúpula em Lima, no Peru, nos dias 13 e
14 de abril depois que o governo peruano retirou o convite na semana passada,
após a decisão do órgão eleitoral de convocar o pleito presidencial de maneira
antecipada para 22 de abril.
O
presidente venezuelano também havia dito na semana passada que viajaria a Lima
para "defender as verdades da Venezuela", algo que, segundo Escarrá,
"pode ser feito em diversas instâncias".
Para
o advogado, Maduro "deve fazer uma reflexão sobre o que está ocorrendo
ali" e assegurou que os líderes que são contrários a sua presença "na
verdade, não estão à altura do presidente Maduro, que é um estadista para a
paz".
"Acredito
que deve de ser evitado e, por fim, os errados são eles. Estão criando uma
jurisprudência (...) que será revertida", acrescentou o deputado
constituinte.
O
Ministério das Relações Exteriores da Venezuela já havia alegado ontem que, com
base "na mais rigorosa argumentação jurídica, que demonstra que não existe
impedimento de nenhuma natureza" Maduro participará da 8ª Cúpula das
Américas e acrescentou que "não está atribuída de forma alguma à República
do Peru (...) a faculdade de decidir sobre a participação de um Estado-membro e
fundador" da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Sobre
este ponto, Escarrá defendeu hoje que a "decisão lamentável" tomada
pelo país anfitrião que, segundo ele, "não tem nenhuma faculdade para
impedir que um dignitário (...) participe" e afirmou que isto se deve a
"pressões" do governo dos Estados Unidos.
Por Agencia EFE

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