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Chanceler da
Venezuela, Jorge Arreaza, participa de
encontro no
Conselho de Direitos Humanos da ONU
(Foto: Denis
Balibouse/ Reuters)
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Jorge
Arreaza afirmou no Conselho de Direitos Humanos que a ONU usou 'relatórios sem
fundamento' para fazer o diagnóstico da situação do país.
O chanceler da
Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou nesta segunda-feira (26) no Conselho de
Direitos Humanos da ONU que não existe crise humanitária no país.
"Se pretende
fazer que o mundo acredite que na Venezuela há uma crise humanitária, um velho
truque unilateralista", disse em um discurso em Genebra.
Arreaza fez
menção, mas sem uma citação direita, a Colômbia, onde o presidente Juan Manuel
Santos denuncia uma crise humanitária que, segundo números de seu governo,
levou 500 mil venezuelanos a atravessar a fronteira.
O chanceler
também criticou o que chamou de "relatórios sem fundamento" do Alto
Comissariado das Nações Unidas, assim como os especialistas da ONU que "publicam
diagnósticos a partir de fontes insólitas, sem jamais terem visitado a
Venezuela".
A situação na
Venezuela, onde a população sofre as consequências de uma enorme inflação e da
escassez de alimentos e medicamentos, é objeto de controvérsia entre o governo
de Caracas e vários países e instituições internacionais, que insistem em
descrever uma situação grave.
Nesta
segunda-feira, os chanceleres da União Europeia (UE) debatem a situação de uma
Venezuela em "horas críticas", nas palavras da chefe da diplomacia
europeia, Federica Mogherini.
Arreaza também
citou as eleições presidenciais convocadas para 22 de abril, nas quais Nicolás
Maduro aspira a reeleição. A coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática
(MUD) decidiu não participar no pleito, que acusa de fraude.
"Teremos
eleições livres, soberanas, transparentes, em 22 de abril", afirmou o
chanceler.
Por France Presse

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