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O presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro, durante coletiva
de imprensa
em Caracas. (Foto: Reuters/Marco Bello)
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Venezuela
ainda confirmou que Nicolás Maduro irá participar de encontro. Países vivem
impasse sobre ida de presidente ao evento, que será em abril.
O Peru carece
de poderes para vetar a participação do presidente venezuelano, Nicolás Maduro,
na Cúpula das Américas, e por isso o chefe de Estado irá ao encontro, anunciou
neste domingo (18) o governo venezuelano.
"Não está
atribuída, de forma alguma, à República do Peru, nem a nenhum outro Estado, a
faculdade de decidir sobre a participação de nenhum Estado membro e fundador
das reuniões da Cúpula das Américas", ressaltou o chanceler, Jorge
Arreaza, em carta enviada à sua contraparte peruana, Cayetana Aljovín.
Portanto,
acrescentou o ministro, "não existe impedimento de nenhuma natureza para
que a Venezuela" participe do encontro em 13 e 14 de abril.
"Confirmamos
que o presidente Nicolás Maduro Moros assistirá pontualmente (...) à cidade de
Lima como representante do Povo Bolivariano da Venezuela", destacou a nota
de resposta a uma carta da chanceler peruana, indicando que o presidente
venezuelano não é bem-vindo na Cúpula.
Segundo
Arreaza, ao Peru, como anfitrião, "só corresponde estender a cortesia do
convite aos dignatários, organizar a reunião e oferecer as facilidades
logísticas de segurança e resguardo aos participantes, além de garantir as
imunidades e privilégios respectivos".
No entanto, a
chanceler peruana reiterou que o Peru tem os mecanismos para impedir a entrada
de Maduro. "Todo Estado tem faculdades e procedimentos administrativos
para estabelecer medidas de diferente tipo quando uma pessoa não é
bem-vinda", afirmou Aljovín em entrevista ao jornal La República,
publicada neste domingo.
Para Caracas, o
governo peruano, com "evidentes motivações políticas/ideológicas",
está incorrendo em um "desrespeito aos princípios elementares do direito
internacional público".
Na terça-feira
passada, após uma reunião dos 14 países do chamado Grupo de Lima, Aljovín pediu
a Maduro que desistisse de comparecer à Cúpula devido à sua insistência em
celebrar eleições presidenciais sem garantias para a oposição.
Mas Maduro
advertiu que "chova, troveje ou relampeje, por ar, terra ou mar",
chegará à Cúpula "com a verdade da Venezuela".
Por France Presse

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