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Caderno de
prova do Enem 2016
(Foto:
G1/G1)
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A contagem
regressiva para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 começou. Faltam 30 dias para a primeira prova que será
aplicada no dia 5 de novembro. O G1 ouviu
especialistas que deram quatro dicas sobre o que fazer nesta reta final.
Pela primeira
vez na história, o exame será aplicado em dois domingos: 5 e 12 de novembro.
Agora as disciplinas serão
separadas basicamente entre a área de humanas e exatas. No dia 5, os
candidatos respondem a questões de linguagens, ciências humanas e redação, com
cinco horas e meia de duração. No dia 12, será a vez de matemática e ciências
da natureza, com quatro horas e meia de duração.
Confira as
dicas:
1- Esqueça
os conteúdos mais difíceis
Este é o
momento de rever os assuntos fáceis, esquecer os difíceis e investir nos
medianos, segundo o Tony Manzi, coordenador do cursinho Maximize.
Como o Enem usa
a metodologia da Teoria de Reposta ao Item (TRI), é fundamental que o candidato
acerte as questões fáceis para garantir uma boa pontuação, caso tenha um bom
volume de acertos, à medida que evolui o grau de dificuldade das perguntas.
"O
aluno não vai conseguir aprender em um mês os assuntos em que ele tem mais
dificuldade. Agora é focar no mediano para melhorar e angariar mais pontos na
prova, sem esquecer os assuntos mais fáceis." - Tony Manzi
2- Foque nos
temas que mais caem
Para facilitar
a vida do aluno, o professor elenca abaixo os temas de cada disciplina que
apareceram mais no Enem nos últimos anos:
- Matemática: razão, regra de três,
porcentagem e juros e probabilidade;
- Linguagens: modernismo e um pouco de
romantismo (em literatura), e figuras de linguagens (em português);
- História: Era Vargas, Ditadura e
movimentos sociais;
- Geografia: cidadania, poder,
urbanização, agricultura e os problemas ambientais;
- Física: ondas, energia, consumo
sustentável, cinemática;
- Química: nomenclatura de hidrocarboneto
e funções orgânicas, calculo estequiométrico;
- Biologia: cadeia alimentar, ecossistema
brasileiro (manguezal, caatinga, cerrado), poluição de água e solo,
fisiologia humana (vacina e soro), genética e reprodução, e biotecnologia.
3- Faça
simulados
Nestes 30 dias
é possível fazer muitos simulados. Há opções digitais disponíveis na internet,
em apostilas impressas e em algumas escolas que aplicam a prova como se fosse
oficial, respeitando as mesmas regras.
Ademar
Celedônio, professor de matemática do Sistema Ari de Sá, lembra que o mais
importante dos simulados é o exercício do treino, e não, o resultado em si.
Andrea Ramal,
especialista em educação e colunista
do G1, recomenda que os candidatos façam pelo menos um simulado por
semana, levando a questão a sério. "É para treinar como se fosse para
valer: pegar uma prova de um Enem anterior e ficar lá quatro horas, cinco horas
fazendo, preparar o seu lanchinho como se fosse no dia, só parar para ir no
banheiro."
Segundo ela, o
treino dá experiência aos estudantes. "Além de uma prova de conteúdo, o
Enem é uma prova de resistência. Quanto mais preparado o candidato estiver,
tanto fisicamente quanto psicologicamente, melhor."
Celedônio, do
Ari de Sá, e Bruno Ramos, diretor do Colégio Pitágoras, também recomendam que
os alunos refaçam as provas anteriores do Enem. Por mais que neste ano, pela
primeira vez, ele será aplicado em dois domingos e houve mudança sobre a
separação das disciplinas, o modelo deve ser mantido.
"Fazer
provas anteriores é bem interessante em qualquer tipo de exame. Mas é
importante que o aluno resolva como se fosse real, até para medir o tempo que vai
levar." - Bruno Ramos.
Ele lembra que,
nesta reta, final é muito comum o aluno se sentir inseguro, por isso, ao
responder as provas antigas, ele vai perceber que muitos conteúdos se repetem e
vai adquirindo mais confiança.
Ao fazer provas
de edições passadas, Andrea recomenda que os alunos confiram as respostas nos
gabaritos oficiais e busquem videoaulas e programas on-line que explicam a
resolução das questões que eles erraram.
4- Pelo
menos duas redações por semana
Andrea também
recomenda que os candidatos não se esqueçam da prova de redação, e que façam
pelo menos duas redações por semana até o dia 5 de novembro.
"Redação
também é prática: quanto mais vocês escreve, mais facilidade você tem." -
Andrea Ramal
Ela diz que
outra dica importante é ficar de olho nos principais acontecimentos e as
questões que atualmente têm mobilizado a sociedade, não só para saber os fatos
mais recentes, mas também para desenvolver uma "visão crítica" sobre
o assunto, entendo as causas e consequências deles.
Daqui até o dia
do Enem, a especialista recomenda que os estudantes desenvolvam uma ideia clara
sobre qual é a proposta da redação, mas que evitem usar "receitas de
redação", para não cair em um lugar comum e acabar perdendo pontos na
nota. "Um dos pontos que é analisado na redação é a própria criatividade,
a originalidade, a autoria", explica ela.
"Se o
candidato se sente confortável com citações, que escolha aquelas que realmente
façam sentido para o tema que está sendo debatido." Ela dá como exemplo
usar uma frase de Simone de Beauvoir na redação com tema sobre violência contra
a mulher. "Nesse caso, faz todo o sentido. Mas cair uma frase de
paraquedas não vai trazer uma nota boa. Só se ela tiver realmente a ver com o
tema."
5- Cuide do
emocional
A preparação
para o Enem é um processo que começa junto com o ensino médio. É estressante,
na maioria das vezes, por isso, é essencial que o candidato mescle os períodos
de estudos com atividades de lazer, prática de esporte e descanso.
A dica do
professor Bruno Ramos é que a uma semana do Enem, o aluno diminua o ritmo dos
estudos e cuide do lado emocional. "Por enquanto não, porque ainda faltam
30 dias, mas quando faltar uma semana é hora de desacelerar, fazer atividade
física para controlar o estressar. É uma preparação de um ano todo, é preciso
cuidar do emocional."
Ter confiança
na preparação anterior também ajuda no lado emocional, segundo o professor
Celedônio, incluindo para quem vai fazer a prova pela primeira vez. Ele reforça
que o Enem é um exame que cobra habilidades e competência com questões que
abordam o cotidiano. Por isso, para os estreantes, é fundamental ter contato
com as provas já aplicadas para entender seu modelo e a forma como os conteúdos
são cobrados.
Por Vanessa Fajardo e Ana Carolina Moreno, G1

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