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| Na carta, o político volta a questionar a representação política do ex-presidente: "Somos um partido ou uma seita?" |
A decisão do
político, argumentada em quatro páginas, leva em consideração o processo de
afastamento iniciado pelo diretório de Ribeirão Preto que acusava o ex-ministro
de trair a fidelidade partidária.
Palocci foi
questionado por uma comissão de ética após fazer declarações contra o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em depoimento ao juiz Sérgio Moro.
O ex-ministro é
réu da ação penal da Operação Lava Jato e foi condenado a 12 anos de prisão por
corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
De acordo com
Palocci, Lula era responsável por um "pacto de sangue" que envolvia
propinas de mais de trezentos milhões de reais com o empresário Emílio
Odebrecht.
Na carta, o
político volta a questionar a representação política do ex-presidente:
"Somos um partido ou uma seita?"
"Até
quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do 'homem mais honesto do
país' enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do
Instituto (!!!) são atribuídos à Dona Marisa? Afinal, somos um partido político
sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma
pretensa divindade?".
Em outra parte
do documento, o ex-ministro afirma que a sua geração de políticos "está
esgotada" e defende que a "esperança na política" será tarefa
para os novos líderes.

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