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REUTERS/Ueslei Marcelino Nova procuradora-geral
da
República, Raquel Dodge, em Brasília
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Na primeira
entrevista à imprensa após assumir a chefia do Ministério Público Federal
(MPF), Raquel Dodge, afirmou hoje (26) que exercerá sua função e dará
continuidade à denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer, caso a
Câmara dos Deputados autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a dar
continuidade ao processo.
Durante a
entrevista, a procuradora não fez críticas à atuação do antecessor Rodrigo
Janot e evitou comentários quanto ao mérito da segunda denúncia apresentada
contra o presidente da República.
Perguntada
pelos jornalistas se, assim como Janot, considera Temer “chefe de uma
organização criminosa”, Raquel Dodge adotou um discurso técnico, postura
diferente da do antecessor. “Não me cabe dar opinião sobre o que fará ou como se
manifestará a Câmara dos Deputados”, disse a procuradora-geral.
“Não pode
nenhum procurador e nenhum membro do Ministério Público dispor da ação penal,
voltar atrás, em uma linguagem mais leiga. Então, estaremos dependendo, a
seguir, do recebimento ou não dessa denúncia. Uma vez recebida, a denúncia é
indisponível e darei a ela a continuidade que é do mister do meu cargo”,
acrescentou.
Hoje, a segunda
denúncia foi lida no plenário da Câmara dos Deputados. A denúncia, enviada pelo
STF, chegou à Câmara na última quinta-feira (21). O processo, entretanto, só
pôde ser lido hoje, porque tanto na sexta quanto ontem (25) o quórum mínimo de
51 deputados para abrir uma sessão não foi alcançado.
A partir da
leitura da denúncia, o presidente da República e os demais acusados serão
notificados pelo primeiro secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), para
apresentar suas defesas no prazo de até dez sessões do plenário. O processo
será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), à qual
cabe votar um parecer com relação ao prosseguimento da denúncia. A comissão
analisa ainda se o processo será desmembrado por tipo de crime ou por
autoridades a serem investigadas.
Na denúncia
apresentada pela PGR, Temer é acusado de tentar obstruir a Justiça e liderar
organização criminosa. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot
sustenta que o presidente da República e os ministros Eliseu Padilha, da Casa
Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, ambos
do PMDB, foram responsáveis por liderar um esquema de corrupção, envolvendo
integrantes do partido na Câmara, com o objetivo de obter vantagens indevidas
em órgãos da administração pública.
A defesa de
Temer e os ministros citados negam as acusações. Os advogados do presidente
argumentam que a denúncia foi baseada em "provas forjadas".
Agência
Brasil

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