O ex-ministro Geddel Vieira Lima
(PMDB) passou senhas incorretas de seu celular para a Polícia Federal e se
recusou a fornecer sua digital para que os investigadores acessassem o
aparelho. O peemedebista teve o celular apreendido no dia 4 de julho,
quando foi preso em Salvador em uma fase das fases da Operação Cui Bono.
Desde então, os
investigadores tentaram acessar o celular do ex-ministro de Michel Temer,
modelo iPhone, mas não conseguiram.
A senha foi solicitada em duas
ocasiões, em que Geddel, por meio de seus advogados, forneceu alguns números,
que não funcionaram.
Chamado a prestar depoimento para
esclarecer as suspeitas que lhe são atribuídas na Cui Bono, foi perguntado mais
de uma vez pelos delegados, pessoalmente. E disse que havia passado a senha que
recordava, mas que costumava acessar o aparelho colocando sua digital.
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© Reprodução O
peemedebista teve o celular apreendido
no dia 4 de
julho, quando foi preso em Salvador
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A PF, então, apresentou o iPhone
apreendido para que Geddel pudesse colocar seu dedo e, enfim, permitir o acesso
aos dados. Ele, porém, se recusou, frustrando a expectativa de que as
informações do celular fossem acessadas. Todos os episódios foram relatados no
inquérito.
Procurada, a defesa do ex-ministro
afirmou que Geddel deu à PF a senha que tinha e que não poderia fazer mais
comentários porque a investigação está em sigilo.
A Cui Bono apura fraudes em
liberações de empréstimos na Caixa Econômica Federal, estatal que o
peemedebista chegou a ocupar a cadeira em uma das vice-presidências, de Pessoa
Jurídica.
Na última terça, a PF encontrou em
um apartamento em Salvador um montante de R$ 51 milhões. O local, segundo
investigação, era usado como "bunker" pelo peemedebista.
COLABORAÇÃO
A atitude de Geddel chamou a
atenção também porque pouco antes de ser preso, sua defesa havia dito em
manifestação por escrito ao STF (Supremo Tribunal Federal) que estava
disponível para colaborar e que não havia nada a esconder.
O ex-ministro chegou a colocar à
disposição seus sigilos bancário e fiscal, na tentativa de evitar ser alvo de
operações. Ele afirmou à corte que entregaria o passaporte e que abriria mão de
realizar movimentações bancárias maiores do que R$ 30 mil, se comprometendo a
avisar sobre operações acima desse valor. Com informações da Folhapress.

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