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Anthony
Garotinho, em imagem de 2011, quando era
deputado
federal pelo Rio de Janeiro
(Foto:
Leonardo Prado/Câmara dos Deputados)
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Ele foi
detido quando apresentava o programa de rádio que ancora na Rádio Tupi.
O ex-governador
do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi preso na manhã desta
quarta-feira (13) no Rio de Janeiro. Ele teria sido detido quando apresentava o
programa de rádio que ancora na Rádio Tupi.
A Polícia
Federal leva Garotinho para Campos dos Goytacazes ainda nesta manhã.
A ordem de
prisão é do juiz Ralph Manhães, da 100º Zona Eleitoral de Campos dos
Goytacazes. Garotinho é suspeito de comandar um esquema de troca de votos pela
inclusão de famílias no programa social Cheque Cidadão, em Campos dos
Goytacazes, de acordo com denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE). Ele
foi secretário municipal na cidade.
Por volta das
10h30, após um intervalo, o locutor Cristiano Santos assumiu o “Fala
Garotinho”, e afirmou que o ex-governador teve de deixar o programa por
questões de saúde.
"A Vinheta
não entrou errada, não. Estou de volta para fazer companhia pra você. Nosso
Garotinho até tentou, você viu, até tentou fazer o programa hoje, mas a voz foi
embora e a orientação médica é que ele pare de falar, agora tem que se cuidar.
O marido que pertence à Rosinha vai se cuidar para amanhã estar de volta, se
Deus quiser, quando estiver bom. Já falei com ele, volta quando estiver bom. Eu
cuido aqui do programa com muito carinho", afirmo Santos.
Prisão
domiciliar
A sentença que
determina a prisão de Garotinho afirma que ele ficará em prisão domiciliar, com
monitoramento eletrônico e, durante este período, só pode entrar em contato com
a esposa, a ex-governadora Rosinha Matheus, com os filhos, netos e a mãe, assim
como com os advogados.
Durante o período
da prisão domiciliar, Garotinho também não poderá entrar em contato com nenhum
meio de comunicação eletrônica, como telefones celulares ou internet e nem dar
entrevistas. O ex-governador foi intimado a entregar o passaporte.
Qualquer visita
médica só poderá acontecer se for comunicada previamente ao juiz do caso, com
exceção das emergências. A fiscalização das medidas ficará a cargo da Polícia
Federal.
Operação
Chequinho
Garotinho havia
sido preso no dia 16 de novembro do ano passado pela Operação
Chequinho, que apurou o mesmo esquema.
Após a prisão,
o ex-governador passou mal e foi levado para um hospital do Rio. De lá, foi
levado à força, por decisão judicial, para uma unidade de saúde dentro do
complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu. Dias depois, Garotinho conseguiu
uma autorização para fazer cirurgia cardíaca em um hospital particular e, em
seguida, para cumprir prisão domiciliar.
A detenção de
Garotinho foi revogada, então, em 24 de novembro, quando o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) decretou uma fiança de R$ 88 mil, além de uma série de
restrições.
Por G1 Rio

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