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Kim Jong-Un
inspeciona suposta bomba de hidrogênio em
foto divulgada no sábado (2) (Foto: KCNA via
REUTERS)
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Governo
norte-coreano afirmou que a ação de sanções é 'ilegal e maléfica'.
A Coreia do
Norte prometeu acelerar seus programas militares proibidos em resposta às
"maléficas" sanções impostas pelo Conselho de Segurança da
Organização das Nações Unidas (ONU) após o sexto teste nuclear do país.
"A adoção
de uma ilegal e maléfica nova 'resolução de sanções' impulsionadas pelos Estados
Unidos constitui uma oportunidade para que a Coreia do Norte comprove que o
caminho que escolheu é absolutamente correto", declarou a chancelaria
norte-coreana em um comunicado publicado pela agência oficial KCNA.
A Coreia do
Norte "redobrará esforços para incrementar seu poderio e proteger a
soberania nacional e o direito a existir", acrescentou a chancelaria.
O Conselho de
Segurança da ONU aprovou na segunda-feira (11), por unanimidade, novas sanções
que proíbem as exportações têxteis da Coreia do Norte e restringem seu
abastecimento em petróleo e gás.
A chancelaria
norte-coreana rejeitou a resolução, classificando-a de "odiosa provocação
destinada a privar a Coreia do Norte de seu legítimo direito à autodefesa e a
sufocar seu Estado e seu povo através de um bloqueio econômico de grande
envergadura".
A ONU aprovou a
resolução impulsionada pelos Estados Unidos e apoiada por China e Rússia um mês
depois de adotar outra, que vetava as exportações norte-coreanas de carvão,
ferro e mariscos, depois do lançamento - em meados de agosto - de um míssil de
médio alcance que sobrevoou o Japão.
Alguns
especialistas expressaram ceticismo a respeito do alcance do texto e destacaram
que as sanções anteriores não impediram o grande avanço dos programas nuclear e
balístico de Pyongyang.
Depois de
testar dois mísseis intercontinentais em julho, a Coreia do Norte realizou em 3
de setembro o sexto teste nuclear, o mais importante até o momento. Pyongyang
afirmou que usou uma bomba H suficientemente pequena para ser instalada em um
míssil.
O site
especializado americano 38 North, ligado à Universidade Johns Hopkins, informou
nesta quarta-feira que o último teste nuclear da Coreia do Norte teve,
"aproximadamente", a potência de 250 quilotons, mais de 16 vezes a
força da bomba que destruiu a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945.
O teste foi
realizado na semana passada e segundo Pyongyang trata-se de uma bomba de
hidrogênio capaz de ser transportada por uma ogiva de míssil.
"Este
grande poder explosivo é próximo ao limite atribuído pelo 38 North para o sítio
de testes de Punggye-ri", acrescenta o site.
A Coreia do Sul
estimou a potência do último teste em 50 quilotons e o Japão, em 160 quilotons.
Segundo 38 North,
imagens de satélite de sexta-feira passada, cinco dias após o teste, revelam
atividade nas entradas do túneis em Punggye-ri, incluindo caminhões
estacionados e outros equipamentos.
"As obras
podem estar mudando o propósito e a capacidade para novos testes nucleares
subterrâneos".
Por France
Presse

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