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| Pence em coletiva de imprensa conjunta com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. |
Em visita à Colômbia, Mike
Pence disse que EUA continuarão pressionando governo Maduro.Trump disse
considerar 'opção militar' no país.
O vice-presidente dos Estados
Unidos, Mike Pence, disse neste domingo (13) na cidade colombiana de Cartagena
que é "inaceitável" uma "ditadura" na Venezuela e que a
Casa Branca vai continuar pressionando o governo Maduro para que se restaure a
democracia.
"Uma ditadura na Venezuela é
totalmente inaceitável não só para o nosso presidente e para os Estados Unidos,
mas também para os líderes de toda a região", disse Pence em coletiva de
imprensa conjunta com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.
Pence, que começou em Cartagena
uma viagem por Colômbia, Argentina, Chile e Panamá, se referiu à crise que a
Venezuela vive, depois de se reunir com Santos. Na última semana, o presidente
Donald Trump chegou a insinuar que considerava
uma opção militar na Venezuela. Após a ameaça, o Mercosul descartou o uso da força no
país.
O vice-presidente americano
afirmou que enquanto nos últimos 30 anos a democracia cresceu de norte a sul do
continente, a Venezuela pegou "o caminho exatamente oposto" com o
Governo do presidente Nicolás Maduro.
"Na Venezuela vimos a
tragédia da tirania diante de nossos olhos", declarou Pence, mencionando a
penúria que o povo desse país sofre por causa da crise política, econômica e
social em que está afundado.
Pence disse que "o povo
venezuelano, que já foi livre, agora tem que suportar a brutalidade do regime
de Maduro" e que ninguém que foi rico escolhe "passar da prosperidade
para a pobreza".
"Estados Unidos, Colômbia e
as nações livres da América Latina não vão ficar quietas. A Venezuela está a
caminho da ditadura e como disse o presidente Donald Trump, 'os Estados Unidos
não vão ficar tranquilos'", declarou Pence.
Ele lembrou que "o regime de
Maduro amordaçou a Assembleia Nacional, solapou a imprensa livre, pôs na prisão
opositores e mais de 130 valentes venezuelanos morreram na luta pela
democracia" desde abril passado, quando começaram os protestos contra o
Governo.
O vice-presidente americano se
referiu às recentes sanções adotadas por Washington contra membros do Governo
venezuelano, incluindo Maduro, e disse que pode haver mais.
"Vamos continuar tomando
ações até que o regime de Maduro restaure a democracia, realize eleições e dê
liberdade aos opositores políticos", afirmou.
Pence disse também que os EUA têm
"muitas opções para a Venezuela", mas que o presidente Trump acredita
que com os seus aliados na América Latina vai chegar a "uma solução
pacífica para a crise que o povo venezuelano enfrenta".
"Vamos continuar utilizando o
poder econômico e político para restaurar a democracia na Venezuela, o fazemos
porque é o correto, porque os venezuelanos merecem a liberdade",
sentenciou Pence.
Segundo o vice-presidente dos EUA,
em Washington se acredita "que pode se restaurar a democracia por meios
pacíficos". "Não vamos aceitar que surja uma ditadura em nosso
círculo porque o povo venezuelano merece algo melhor que isso e o nosso
continente merece algo melhor", disse Pence.
Como parte dessa estratégia, ele
não descartou "medidas adicionais que possam ser impostas para pressionar
o regime na Venezuela desde o ponto de vista econômico". "Vamos
continuar com os nossos esforços para isolar a Venezuela econômica e
diplomaticamente, e suponho que vai haver sanções adicionais em breve",
concluiu o vice-presidente americano.
Por Agencia EFE

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