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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia
© ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
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BRASÍLIA - O presidente da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu nesta segunda-feira, 14, as críticas ao chamado
distritão e disse que o sistema, como um modelo de transição, "não é tão
ruim assim”.
“Eu acho que se a gente tiver uma
transição, com o distrital misto em 2022, a gente deu um grande passo e conseguiu
construir, a médio prazo, um modelo que vai conseguir dar racionalidade ao
sistema brasileiro”, disse. Ele já havia dito antes que modelo não deveria
ser permanente.
Para Maia, que também já fez
críticas ao modelo majoritário, o sistema não vai impedir a renovação da Câmara
e que o problema, na verdade, é “a prática de criticar tudo”.
O líder do governo na Câmara,
André Moura (PSC-SE), admitiu mais cedo nesta segunda-feira que não
há votos para aprovar o distritão. Como trata-se de uma emenda à Constituição
(PEC), são necessários 308 votos.
Desde a semana passada, o modelo,
aprovado na comissão especial que debate a reforma política na Câmara para
valer nas eleições de 2018, vem sendo criticado por parlamentares e
especialistas.
Pelo distritão, são eleitos os
candidatos mais votados em cada Estado. A principal crítica é que isso
enfraquece os partidos e dificulta a eleição de novos nomes, pois as legendas
iriam optar por lançar menos candidatos e dariam prioridades para os políticos
que já possuem mandatos.
Maia também voltou a defender que
a criação do fundo público para financiamento de campanhas deveria ser uma
medida provisória. “O fundo público permanente, no momento de crise que estamos
vivendo, não parece também a melhor alternativa”, disse.

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