Estudantes se dizem temerosos
por conta da insegurança no campus e, também, quanto a continuidade das aulas.
Ano letivo teve início somente nesta segunda-feira (28), após suspensão da
greve.
Era para ser uma manhã de alívio,
mas a sensação de insegurança aumentou para uma estudante do 7º período do
curso de direito, que ela retornou à Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(Uerj) nesta segunda-feira (28), com mais de um semestre de atraso, para o
início do ano letivo. Logo na chegada ao campus, ela foi furtada no interior do
elevador.
“Eu entrei no elevador e tinha uma
pessoa que estava muito nervosa. Ele estava empurrando a ascensorista e
gritando ‘terceiro, terceiro, terceiro’, porque ele queria descer no terceiro
andar. Daí ele me empurrou e abriu minha bolsa, pegou meu celular e saiu
correndo”, contou a estudante. Ela destacou que só constatou o furto depois que
o suspeito havia fugido.
O ocorrido deixou a jovem ainda
mais insegura. “O lugar onde eu acho que supostamente é seguro, o elevador da
minha faculdade, eu não tenho a menor segurança. Eu não posso ficar dentro da
minha sala porque eu sei que a qualquer momento pode vir alguém e também me
furtar”, acrescentou.
A assessoria de comunicação da
Uerj disse que foi feito um registro interno da queixa de furto, mas que não
foi possível identificar o suspeito. A instituição orientou que a aluna procure
uma delegacia para registrar a ocorrência policial do furto.
Futuro incerto
Conforme mostrou a GloboNews, a
retomada das aulas na Uerj aconteceu nesta manhã em meio a um clima misto de
expectativa e insegurança. Os alunos não têm qualquer garantia de que as aulas
serão mantidas e o calendário cumprido. Isso porque os professores, que
decidiram na semana passada suspender a greve da categoria, podem retomá-la a
qualquer momento.
Os professores declararam que
suspenderam a paralisação, mas que permanecem em estado de greve. Ou seja, eles
vão avaliar constantemente as condições de funcionamento da universidade e,
também, o pagamento de salários. Até o momento, eles não receberam o 13º
salário do ano passado e não têm garantia de que os próximos salários serão
pagos em dia.
“Nós suspendemos a greve a partir
do momento em que foram pagos os salários devidos, com muito atraso. Mas nós
sabemos que todas as medidas que o governo tem tomado em relação à arrecadação
têm sido insuficientes. Se tiver atraso, nós certamente vamos parar novamente”,
afirmou o professor Guilherme Abelha, que é integrante da Associação de
Docentes da Uerj.
Com a formatura já atrasada, o
estudante de Direito Luiz Carlos Cavalini disse que se sente inseguro quanto a
conclusão do curso. “A gente não tem previsão se vai continuar ou se vai
retomar a greve. A gente está muito inseguro”, afirmou.
Por GloboNews
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