Coreia do Norte lança míssil balístico em novo desafio aos EUA

O ditador norte-coreano Kim Jong Un inspeciona o míssil balístico
 estratégico de longo alcance Hwasong-12 (Marte-12) (KCNA/Reuters)
O artefato seria do tipo Scud e voou por cerca de 450 quilômetros, de acordo com autoridades sul-coreanas
A Coreia do Norte disparou nesta segunda-feira pelo menos um míssil balístico de curto alcance, que atingiu o mar na costa leste do país. O artefato seria do tipo Scud e voou por cerca de 450 quilômetros, de acordo com autoridades sul-coreanas. A Coreia do Norte tem um grande estoque de mísseis de curto alcançado, desenvolvidos originalmente pela União Soviética. Esse lançamento configura mais uma etapa de testes norte-coreanos, cujo objetivo declarado é desenvolver um míssil balístico intercontinental, capaz de transportar uma ogiva nuclear até o território continental americano.
O lançamento desta segunda-feira ocorreu após dois testes bem-sucedidos de mísseis de médio e longo alcance em duas semanas por parte do Norte. Os últimos lançamentos e a ameaça norte-coreana de realizar um novo teste nuclear provocou apelos a favor de sanções da ONU mais duras contra o país comunista, que vive praticamente isolado do mundo.
Pyongyang realizou dois testes nucleares e dezenas de lançamentos de mísseis este ano, apesar das importantes sanções econômicas impostas pelas Nações Unidas. Os dirigentes do G7 qualificaram no sábado passado os testes nucleares e de mísseis norte coreanos de uma “ameaça grave”, e mostraram-se dispostos a tomar medidas a respeito.
A China, principal aliada e parceira comercial da Coreia do Norte com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, prefere estabelecer um diálogo diplomático com Pyongyang e não impor novas sanções. Os Estados Unidos indicaram que não descartam a possibilidade de negociações, mas exigem como condição o fim dos testes nucleares.
O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, assegura que o regime precisa de armas nucleares para se proteger da ameaça de uma invasão.
Arsenal de mísseis
O Conselho de Segurança da ONU adotou duas séries de sanções no ano passado para aumentar a pressão sobre Pyonyang e impedir que consiga os recursos necessários para desenvolver seus programas militares. No cruzamento de declarações, o americano Donald Trump advertiu que todas as opções estão na mesa no momento de abordar o programa norte-coreano, embora por enquanto Washington tenha se limitado a estabelecer sanções e pressão diplomática.
Pyongyang conta há tempos com mísseis capazes de atingir a Coreia do Sul com foguetes Scud com alcance de 500 km, e o Japão, com mísseis Rodong com alcance de 1.000 a 3.000 km. O Hwasong-12 testado anteriormente este ano tem alcance estimado em 4.500 km e pode em teoria atingir as bases americanas na ilha de Guam, no Pacífico. Pyongyang costuma fazer aos vizinhos do sul ameaças apocalípticas.

(Com agência Reuters e AFP)
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