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© Foto: Erlado Peres/AP Nos
últimos dias, cresceu a pressão
para que Temer se pronunciasse.
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“O ministro foi escalado porque houve houve um o entendimento
de que a bola estava quicando e poderia cair sobre o colo do governo federal”,
considerou um auxiliar palaciano. O ministro da Justiça também esteve reunido
com Temer no início da tarde de hoje, ocasião em que relatou a situação
encontrada em Manaus.
Do encontro de amanhã com o núcleo institucional não há,
até o momento, nenhuma previsão de serem anunciadas novas medidas emergenciais.
A expectativa, porém, é de que o Plano Nacional de Segurança seja lançado até o
final do mês pelo presidente.
Massacre. Uma guerra entre
facções criminosas levou 56 presos a serem mortos, decapitados, esquartejados e
carbonizados no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. Os
ataques começaram na tarde de domingo, 1º de janeiro, e duraram 15 horas. É a
maior matança em prisões do País, após o Massacre do Carandiru, que deixou 111
mortos em 1992.
Relatório produzido pelo Ministério da Justiça, por meio
do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), já apontava, em
dezembro de 2015, que os presos se "autogovernam" nos presídios
amazonenses e que a ação da administração penitenciária no Estado é
"bastante limitada e "omissa diante da atuação de facções
criminosas". O documento menciona forte disputa entre facções.
Estadão

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