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O carro
alugado pelo embaixador foi encontrado incendiado
e com um
corpo em seu interior (Foto: Henrique Coelho/G1)
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Corpo encontrado é do diplomata,
apontam exames. Segundo as investigações, viúva e PM tramaram a morte de
Kyriakos Amiridis; policial confessou o crime.
A Polícia Civil do Rio confirmou
nesta sexta-feira (30) que o corpo encontrado em um carro carbonizado é do
embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis. A informação foi dada com
exclusividade no RJTV, pela repórter Bette Lucchese, com produção de Márcia
Brasil.
Os investigadores pediram à
Justiça a prisão de quatro pessoas que teriam planejado e matado o diplomata.
Entre elas, a embaixatriz Françoise Amiridis, viúva do diplomata, e o policial
militar Sérgio Gomes Moreira Filho, que confessou o crime. Os dois são amantes,
de acordo com a polícia. A principal hipótese é de crime passional.
Ainda de acordo com a
investigação, o embaixador foi morto dentro da própria casa e, logo depois, o
PM retirou o corpo usando o carro que tinha sido alugado pelo embaixador. Os
outros dois suspeitos de envolvimento no crime não tiveram o nome divulgado.
A Justiça do Rio informou que
recebeu o pedido de prisão, que está sendo analisado.
Françoise comunicou na
quarta-feira (28) o desaparecimento de Amiridis, de 59 anos. Segundo ela, ele
saiu de casa Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite de segunda-feira
(26), em um carro alugado sem dizer onde ia. Os dois viviam juntos há 15 anos e
têm uma filha de 10 anos.
O veículo foi encontrado
incendiado no fim da tarde de quinta (29), no Arco Metropolitano, em Nova
Iguaçu, com um corpo em seu interior. Além do carro, a polícia apreendeu ainda
um sofá para ser periciado.
Uma pessoa chegou algemada à DHBF
no início da manhã. Durante a madrugada, um policial militar prestou depoimento
na especializada. O advogado do PM, que acompanhou o depoimento, deixou o local
por volta das 3h, mas o policial permanecia na unidade até a publicação desta
reportagem. Os investigadores não informam se o PM foi ouvido como testemunha
ou suspeito do crime.
Por volta das 10h desta sexta-feira,
Françoise Amiridis chegou à delegacia, acompanhada por policiais. Cerca de meia
hora depois, os agentes trouxeram uma testemunha do caso, que vestia uma touca
ninja para não mostrar o rosto. A mulher de um homem identificado apenas como
Eduardo, suspeito de envolvimento no desaparecimento do diplomata, também foi à
especializada.
O desaparecimento do embaixador da
Grécia teve repercussão internacional. Nos Estados Unidos, foi notícia no
"New York Times" e no "Washington Post", os principais
jornais do país.
A agência de notícias inglesa
"BBC" disse que um corpo foi encontrado enquanto o Brasil busca o
embaixador desaparecido.
Kyriakos Amiridis mora em Brasília
desde janeiro, quando assumiu o cargo de embaixador geral da Grécia no Brasil.
O diplomata já foi cônsul no Rio entre 2001 e 2004.
Por G1 Rio


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