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Amigos e
parentes se depediram do Major Rogerio Melo, piloto
do
helicóptero da PM que caiu em operação na Cidade de Deus
matando
quatro policiais (Márcio Mercante / Agência O Dia)
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Em 2016, 124 PMs foram mortos no
Estado do Rio, dos quais 33 estavam em serviço. 'Nós temos verdadeiros heróis
morrendo de forma anônima todos os dias', ressalta secretário
O secretário de Estado de
Segurança do Rio, Roberto Sá, defendeu neste domingo, um "novo pacto"
para enfrentar a crise de segurança pública que afeta o país. Ele criticou as
progressões de regime para presos que cometeram assassinatos. Na tarde de
domingo, Sá participou do velório coletivo de três dos quatro policiais
militares mortos na queda do helicóptero, no sábado, na Cidade de Deus.
Em 2016, 124 PMs foram mortos no
Estado do Rio, dos quais 33 estavam em serviço. De acordo com o Anuário do
Fórum Brasileiro de Segurança, em 2015 foram 87. Desses, 23 estavam
trabalhando. "A polícia sangra", disse Sá.
O que o senhor tem a dizer
sobre as mortes desses policiais?
Ontem eu começava lamentando as
mortes de cinco policiais militares (quatro morreram na queda do helicóptero na
Cidade de Deus e outro em um ataque no Méier, zona norte), e hoje eu começo
lamentando as mortes dos nossos 124 policiais militares neste ano. São 33 em
serviço. É inaceitável o tanto de policiais que morrem no Brasil. Mas também é
inaceitável o número de mortes violentas por causas externas de todas as
pessoas.
Qual a análise que o senhor faz
desse momento?
Eu sempre falei, mas infelizmente
essa fala não encontra eco: a gente vive no Brasil uma crise de segurança
pública. E a gente tem de rever, tem de ter um novo pacto. A polícia sangra.
Nós temos verdadeiros heróis morrendo de forma anônima todos os dias Ontem
tivemos mais cinco. Eu já perdi a conta de policiais que eu já enterrei na
minha vida profissional. O que eu digo para uma família de um policial que se
foi? Não aguento mais entregar quepe e bandeira para mãe, mulher e filho de
policial.
Qual é a sua proposta?
Nós temos de decidir no Brasil o
que nós queremos para o criminoso violento, aquele que tira a vida de alguém.
Quanto tempo vocês acham que essa pessoa tem de ficar presa? Temos de rever
tudo. Presos que cometem pequenos furtos têm de ter medidas alternativas.
Pessoas que tiram a vida de alguém têm de ficar presas muito tempo, sim. O
(traficante) Fu da Mineira (Ricardo Chaves de Castro Lima) e o (também
traficante) Claudinho (Cláudio José de Souza Fontarigo), somando a pena dos
dois, foram condenados a 160 anos, mas saíram (do Presídio Federal de Porto
Velho) para visitar a mãe e tocaram o terror. Até quando vamos enterrar
inocentes por esse quadro no Brasil? Eu peço à sociedade para exigir discussão
nacional sobre o que fazer com quem tira a vida dos outros.
Os policiais no helicóptero
foram mortos a tiros?
O laudo de autópsia da perícia já
saiu. Não há perfuração por arma de fogo nos corpos. A perícia na aeronave está
sendo feita pela Aeronáutica. Até o momento (ontem), não se encontrou nenhum
tipo de perfuração, mas é muito cedo ainda para qualquer conclusão. A perícia
vai levar mais tempo. Não se descarta nada.
Pode ter havido falta de
manutenção ou problema na condução da aeronave?
Tudo é possível. A curiosidade de
vocês também é a minha. Estamos ansiosos pela conclusão desse laudo. A Polícia
Militar me garantiu: a aeronave não levanta voo se tudo não estiver em dia. Ou
seja, em tese as manutenções estão todas em dia. A gente precisa aguardar o
laudo da perícia.
Em relação às mortes na Cidade
de Deus, as famílias dizem que alguns sofreram facadas, outros estão sem
roupas. O senhor tem informações sobre as circunstâncias das mortes?
Ainda não. Já falei com o delegado
Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios, e tenho certeza de que eles
não vão deixar sem respostas essas mortes dessas pessoas que foram encontradas
na Cidade de Deus. Podem ter certeza, estamos aqui para preservar vidas. Nenhum
excesso será tolerado, nenhum excesso vai ficar impune. Eu confio muito no
trabalho da Divisão de Homicídios.
O que iniciou os confrontos na
Cidade de Deus?
No sábado pela manhã houve
denúncia e uma patrulha foi checar. Essa patrulha foi alvejada. A PM
estabilizou esse confronto sem presos. À tarde, houve novo confronto e a PM
acionou as aeronaves de apoio de tropa e a plataforma de observação (a que
caiu) porque a situação estava ficando séria. A notícia era de que traficantes
do Comando Vermelho tinham tentado invadir uma área de milícia. O setor de
inteligência acompanha essa instabilidade. As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo.

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