Prefeito derrotado na eleição de Mesquita exonera comissionados | Rio das Ostras Jornal

Prefeito derrotado na eleição de Mesquita exonera comissionados

Derrotado nas urnas, Gelsinho Guerreiro assinou exoneração em massa. Foram mantidos secretários e subsecretários; alguns foram trocados.
Prefeito de Mesquita exonerou todos os servidores de cargos comissionados no município. Exoneração em massa foi publicada no Diário Oficial dois dias depois após as eleições. (Foto: Reprodução)
“Não estamos autorizados a falar a respeito”. Essa foi a frase repetida nas principais secretarias da prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense, nesta quarta-feira (5), um dia após o prefeito do município exonerar todos os servidores de cargos comissionados. Rogelson Sanches Fontoura (PRB), conhecido como Gelsinho Guerreiro, assinou a portaria que determinou a exoneração em massa um dia após ser derrotado nas urnas. Ele tentava a reeleição.
“Todos foram pegos de surpresa. Não deram nenhuma justificativa pra gente. Muitas famílias estão desesperadas agora”, disse uma das servidoras afetadas pela exoneração e que não quis se identificar. O G1 entrou em contato com a assessoria da prefeitura, mas até a publicação dessa reportagem não tinha recebido retorno.
De acordo com a portaria 560/2016, publicada na edição desta terça-feira (4) do Diário Oficial de Mesquita, o prefeito manteve em cargos comissionados apenas secretários, subsecretários, o controlador geral, subcontrolador geral, procurador geral e procurador geral adjunto, o presidente da CPL, o tesoureiro da administração direta e indireta, além do diretor de patrimônio e almoxarifado.
Na mesma data, o prefeito trocou o secretário de Planejamento e Governo e o subsecretário municipal de Administração. Já na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Município consta a troca do secretário de Proteção e Defesa Civil, além da exoneração do subsecretário de Educação, do subsecretário de Meio Ambiente e do subsecretário de Governo e Planejamento.
“O cara [prefeito] aloprou. Perdeu a eleição e está usando o poder que tem, sem se preocupar com o que vai fechar, que vai parar”, criticou outra servidora exonerada, que também não quis se identificar.
No início da manhã desta quarta, o G1 fez contato com o gabinete do prefeito. Quem atendeu ao telefone disse que não estava autorizado a transferir a ligação. Nas secretarias de Administração, Governo e Planejamento e na Procuradoria Geral do Município, a determinação era para que ninguém atendesse à imprensa ou comentasse o assunto.

Na Secretaria de Comunicação, primeira pasta a ser contatada pelo G1, quem atendeu ao telefone disse que nenhum assessor responsável estava disponível para atender à imprensa. Contatada por meio do celular, uma das assessoras pediu que os questionamentos fossem enviados por email. Até às 10h40 não foram enviadas respostas às perguntas apresentadas.

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