Processo é fruto de seis
representações levadas à Corregedoria da Casa, sendo duas delas do ator
Alexandre Frota
O Conselho de Ética da Câmara dos
Deputados instaurou nesta terça-feira processo por quebra de decoro parlamentar
contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). O deputado vai responder por
ato atentatório por ter cuspido em direção ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ)
no dia da votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no plenário da
Casa.
Nesta terça, foram sorteados três
candidatos para relatar o processo: Ricardo Izar (PP-SP), Zé Geraldo (PT-PA) e
Leo de Brito (PT-AC). O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA),
escolherá nos próximos dias um dos três para a função.
O processo é fruto de seis
representações levadas à Corregedoria da Casa, sendo duas delas do ator
Alexandre Frota. A Mesa Diretora aprovou o encaminhamento das representações e
sugeriu a suspensão do mandato parlamentar por até seis meses. Caberá ao
Conselho de Ética arquivar ou dar continuidade ao processo.
Wyllys já enfrentou processo no
colegiado e a representação do PSD foi arquivada por unanimidade. Na sessão
plenária do dia 28 de outubro do ano passado, o deputado João Rodrigues
(PSD-SC) alegou que o colega do PSOL o teria ofendido, acusando-o de roubar
dinheiro público. Rodrigues e Wyllys trocaram acusações no plenário após o
deputado do PSD subir na tribuna para defender o projeto que muda o Estatuto do
Desarmamento.
Na ocasião, o relator Nelson
Marchezan Júnior (PSDB-RS) apresentou um parecer prévio contra a
admissibilidade da ação, argumentando que as palavras de um parlamentar não
podem ser censuradas e que era preciso ter parcimônia na decisão de punir um
deputado por palavras proferidas na Casa.
(Com Estadão Conteúdo)

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!