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Policiais do
Choque aproveitaram presença de Bolsonaro
e fizeram
selfies (Francisco Edson Alves / Agência O Dia)
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Sete de Setembro é marcado por
protestos no Rio. Discussões de militantes contra e a favor do impeachment
marcam a Desfile
A tietagem explícita de PMs do
Batalhão de Choque ao deputado Jair Bolsonaro neste domingo no desfile de Sete
de Setembro chamou a atenção. Empolgados, os policiais abraçaram e posaram para
fotos com ele. “Atitude passível de reprimenda. Como servidores públicos, os
PMs não podem posar para fotos com políticos. Têm que manter postura de
isenção. Fora do trabalho não tem problema”, diz José Vicente da Silva Filho,
coronel da reserva da PM-SP e ex-secretário nacional de Segurança Pública.
Bolsonaro, por sua vez, criticou o
“excesso de punições”, segundo ele, dadas aos policiais. “Se o PM não atirar
contra vagabundos, por exemplo, morre. Se atirar, é preso. Eles não podem estar
mais preocupados com ‘homens de capas pretas’ ( juízes), do que com bandidos”,
defendeu o deputado federal.
O DIA enviou email, na noite deste
domingo, para a Polícia Militar questionando se os agentes do Batalhão de
Choque poderiam ser punidos pela atitude, mas não obteve resposta até o
fechamento desta edição.
O desfile do Dia da Independência,
no Centro do Rio, foi marcado por bate boca e empurra-empurra entre militantes
contra e a favor do presidente Michel Temer. De acordo com o Comando Militar do
Leste (CML), 4,3 mil integrantes das Forças Armadas, da Polícia Militar e
bombeiros, além da Guarda Municipal e ex-combatentes do Exército, passaram pela
Avenida Presidente Vargas.
O terceiro sargento do Exército
Felipe Wu, ganhador de medalha de prata na prova de pistola de 10 metros de ar
comprimido nos Jogos Olímpicos, abriu o evento. Os manifestantes contrários ao
impeachment foram isolados da parada militar por policiais.
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Militares
aproveitaram presença de Bolsonaro e fizeram selfies
Francisco
Edson Alves / Agência O Dia
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Três deles, incluindo um vestido
de homem-aranha, foram detidos. Após o desfile, pelo menos 10 mil pessoas, nas
estimativas dos manifestantes, realizaram passeata da Candelária até o Museu do
Amanhã, na Praça Mauá. Eles carregaram cartazes classificando o afastamento da
ex-presidenta como “golpe”, pedindo novas eleições diretas para presidente e a
prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, além de faixas com inscrições
“Fora Temer”.
Ainda durante a parada militar,
policiais tiveram de intervir para evitar brigas entre defensores e críticos do
impeachment. “Virou uma Torre de Babel. Infelizmente, ninguém se entende mais”,
lamentou a professora Alice Vieira, de 61 anos, que também se mostrou confusa
em relação ao que pensa do momento político. “Acho que agora o Brasil vai para
frente com Temer. Mas eu acho que deveriam ter deixado a Dilma no poder até o
final do mandato”, comentou.
Alguns poucos manifestantes que
defendiam uma intervenção militar no governo também faziam parte do público. O
professor de Educação Física, Roberto Belchior, de 52 anos, ostentava um cartaz
com os dizeres “Invervenção Militar Já”, mas, para explicar o que queria também
parecia confuso: “Na verdade não é intervenção, mas, sim, um estudo de
cenário”, tentou explicar.


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