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© Roberto
Stucker / PR
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A ex-presidente
Dilma Rousseff deixou na terça-feira (6) o Palácio da Alvorada, residência
oficial da Presidência, onde morava desde janeiro de 2011, para Tristeza,
bairro nobre da zona sul de Porto Alegre (RS). A filha, Paula, e os netos moram
na cidade.
Ao deixar o
Alvorada, cerca de mil manifestantes, segundo a organização, cumprimentaram a
petista, jogaram flores e gritaram "Dilma guerreira do povo
brasileiro".
Alguns
ex-ministros, como Jaques Wagner (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo
(Advocacia-Geral da União), acompanharam a petista até a base área, de onde
seguiu para a capital gaúcha em um avião da Força Aérea Brasileira.
Responsável
pela defesa de Dilma durante o impeachment, Cardozo definiu o momento como
"muito triste". "Nenhum governo que toma posse de forma
ilegítima pode tirar o Brasil da crise. Precisamos de democracia, democracia e
democracia. Vamos tentar fazer com que Dilma volte", afirmou ao G1.
Em 31 de
agosto o Senado cassou, por 61 votos a 20, o mandato da petista sob acusação de
crime de responsabilidade. Ela foi condenada pela edição de decretos
suplementares sem a autorização do Congresso e pelas pedaladas fiscais no Plano
Safra.
Em vídeos
publicados pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), Dilma, já na base aérea,
brinca com assessores e ex-ministros. "Ô, Bê, chora Bê. Ninguém chora
nessa coisa. Esse não chora [e aponta para Cardozo], e esse, que é chorão, não
chora", diz, aos risos, em referência a seu assessor Jorge Messias, que
ficou conhecido como "Bessias" por ter seu nome divulgados dessa
maneira em áudio vazado pela Polícia Federal.
Além da
moradia em Porto Alegre, a ex-presidente irá passar um tempo no Rio, onde a
mãe, Dilma Jane, de 93 anos, tem um apartamento em Ipanema.

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