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Elefantes
são fotografados em parque nacional do Zimbábue,
em foto de
2014 (Foto: Reuters/Philimon
Bulawayo/File Photo)
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União Internacional para a
Conservação da Natureza divulgou relatório. População de elefantes caiu cerca
de 20% entre 2006 e 2015.
Da Reuters
A população de elefantes na África
caiu cerca de 20% entre 2006 e 2015 devido a um aumento na caça ilegal de
marfim em todo o planeta, informou a União Internacional para a Conservação da
Natureza (IUCN, na sigla em inglês) em relatório divulgado neste domingo (25).
A entidade, cuja sede é na Suíça,
é considerada a maior autoridade em fauna selvagem no mundo e a divulgação do
relatório na conferência sobre comércio internacional de animais selvagens vai
conferir certa urgência ao tema, com alguns países buscando manter o comércio
global de marfim proibido, ao passo que outros querem reabri-lo.
"É mais uma série de
informações indicando que os governos devem tomar ações necessárias para
combater a crise", disse a chefe de políticas internacionais da Wildlife
Conservation Society, Susan Lieberman.
A IUCN, que divulgou os números
com base em estimativas e censos animais, disse que a contagem aproximada atual
é de 415 mil elefantes vivendo na África, em áreas onde grandes censos puderam
ser feitos. O total é inferior aos mais de 500 mil da última contagem em 2006.
Existem localidades onde pesquisas
frequentes não puderam ser conduzidas e é difícil dizer o que está acontecendo
com os elefantes. Áreas como o Sudão do Sul, a Libéria e as áreas de savana na
República Centro-Áfricana.
Em alguns países, as perdas foram
expressivas. A Tanzânia, país que sobrevive graças ao turismo animal, teve
queda de 60% na população de elefantes.
"Esse aumento na caça ilegal
de marfim, que começou há aproximadamente uma década, o pior que a África já
viveu desde as décadas de 1970 e 1980, foi o principal motivo desse declínio na
população de elefantes", disse a IUCN.
A caça de elefantes aumentou para
atender a uma forte demanda de mercados consumidores emergentes na Ásia, como a
China, onde o marfim é uma commodity bastante cobiçada, usada em esculturas e
outros acessórios ornamentais.
A IUCN notou ainda que em países
ao sul da África, como "Namíbia, África do Sul e Zimbábue", a
população de elefantes "é estável ou crescente, e há evidência de
crescimento em Botswana também."

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