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Guerrilheiros
da FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia),
durante ação
na floresta colombiana de Caquetá - 28/02/2002
(Carlos
Villalon/Getty Images)
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A assinatura do Acordo Final de
Paz colocará fim a um conflito sangrento de 52 anos de duração na Colômbia
As Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc) e o governo colombiano irão assinar nesta segunda-feira o
acordo de paz firmado em agosto, em Cuba, após quatro anos de negociações. O
documento deve ser ratificado em Cartagena pelo presidente da Colômbia, Juan
Manuel Santos, e o líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, o Timochenko.
O Acordo Final de Paz foi aprovado
por unanimidade durante a 10ª Conferência Nacional das Farc, realizada pela
última vez de forma ilegal. “Informamos que os guerrilheiros-delegados deram
respaldo unânime ao acordo de paz. A guerra acabou. Viva a Colômbia, viva a paz
“, disse Luciano Marín Arango, também chamado de Iván Márquez, líder da
negociação com o governo.
Por volta das 17h de hoje, no
horário local (19h em Brasília), o acordo de paz entre as Farc e a Colômbia
colocará fim a um conflito de 52 anos, considerado um dos mais antigos e
sangrentos da América do Sul. Um plebiscito marcado para o dia 2 de outubro
ainda irá consultar os colombianos sobre o acordo, mas pesquisas indicam que a
medida passará com facilidade.
As Farc, que começaram com um
grupo de guerrilha camponês, se tornaram um agente importante no tráfico de
cocaína e chegaram a ter mais de 20.000 combatentes. Em até 180 dias, os quase
15.000 restantes deverão entregar suas armas à Organização das Nações Unidas
(ONU), em um passo importante pela paz na Colômbia. Como parte do acerto com o
governo, as Farc já estão organizando diretrizes para se converterem em um
partido político legal.
Cerimônia
A cerimônia de assinatura do
acordo em Cartagena terá a presença de mais de 2.500 convidados, entre eles o
secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. De acordo com o jornal local El
Tiempo, pelo menos 15 chefes de Estado da América Latina irão comparecer ao
evento, como Raúl Castro, de Cuba, que foi o país anfitrião das negociações. O
presidente do Brasil, Michel Temer, alegou que não poderá ir à Colômbia por
problemas na agenda e será representado pelo Ministro das Relações Exteriores,
José Serra.
(Com Agência Brasil)

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