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Piloto pode
não ter conseguido sair da cabina
(Foto:
Rebeca Nascimento/G1)
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Parte de corpo humano localizada
em Maricá, RJ, será periciada pelo IML. Piloto da Marinha desapareceu após caça
cair no mar durante treinamento.
A Marinha do Brasil aguarda o
resultado de exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) para avaliar se há
relação entre a parte de uma perna humana encontrada na Praia Negra, em Maricá,
RJ, na segunda-feira (5), e o acidente aéreo com o caça no dia 26 de julho em
Saquarema. O piloto está desaparecido desde que a aeronave caiu no mar durante
um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície. A 82ª Delegacia de
Polícia está responsável pela investigação do caso da perna achada por
pescadores.
Por meio de nota, a Marinha
informou que "tomou conhecimento, não oficialmente, do aparecimento de uma
parte de um corpo humano no litoral de Maricá. A Força está tomando as
providências para averiguar se há relação com o acidente ocorrido em 26 de
julho. Para tanto, estabeleceu contato com o Instituto Médico Legal a fim de
proceder com os exames necessários". De acordo com a Polícia Civil, a
parte da perna foi encontrada por pescadores no balneário.
A costa de Maricá é limite com a
de Saquarema, e a companhia não descarta a hipótese da parte humana ter sido
levada para a Praia Negra por correntes marítimas, como aconteceu com os pneus
do trem de pouso da aeronave, que foram encontrados na costa de Arraial do Cabo
e Cabo Frio. As peças foram as únicas do caça localizadas até o momento.
Causas do acidente
A corporação abriu um Inquérito
Policial Militar, que tem prazo para a apresentação de um parecer em até 60
dias depois da abertura do processo, no dia 27, um dia após a aeronave desaparecer
no mar. Uma comissão também investiga o caso.
Em entrevista ao G1 no dia 9 de
agosto, o Capitão de Mar e Guerra Fonseca Júnior, Chefe de Estado Maior do
Comando da Força Aeronaval, disse que o piloto de caça da Marinha que retornou
para a base de São Pedro da Aldeia relatou que "viu a outra aeronave cair
de barriga na água, mas não viu se o piloto dela conseguiu ejetar". Confira
a reportagem completa.
Ex-militar opina sobre o caso
Para o especialista Alexandre
Galante, ex-militar da Marinha e consultor em assuntos militares, defesa e
acidentes aéreos, o caça pode ter se desintegrado ao se chocar contra a água,
dificultando a localização das partes da aeronave. Alexandre conversou com o G1
por telefone diretamente do Texas, no Estados Unidos, onde mora atualmente.
Confira a reportagem.
Sinal da aeronave
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Helicóptero
faz buscas por piloto da Marinha no mar de Saquarema
(Foto: Keila
Silva Mota Cantanhede Nogueira / Internauta)
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A Marinha confirma que a aeronave
era vista nos radares do mapa aéreo brasileiro e sumiu no ponto da queda, em
Saquarema. O órgão informou ainda que o caça não possuía equipamento GPS
(Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global), mas tinha dois
equipamentos Personal Locator Beacon (PLB), espécie de localizador para o
piloto.
Os equipamentos estavam instalados
no colete, com acionamento manual; e no assento ejetável, com acionamento
automático durante a ejeção do assento. Entretanto, segundo a Marinha,
"até o momento, não foi detectado qualquer sinal proveniente desses
equipamentos".
Do G1 Região dos Lagos


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