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O líder
oposicionista venezuelano Henrique Capriles vota em
Caracas, no domingo (6) (Foto: AFP Photo/Luis Robayo)
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Henrique Capriles ficou mais de 4h
em aeroporto no estado de Nueva Esparta. Político foi o 2º colocado nas
eleições presidenciais venezuelanas de 2013.
Segundo colocado na eleição
presidencial venezuelana de 2013, governador do estado de Miranda e um dos
principais opositores ao governo Nicolás Maduro, Henrique Capriles denunciou
ter sido cercado por um grupo de pessoas encapuzadas e armadas no Aeroporto da
Ilha Margarita, no estado Nueva Esparta, nesta quarta-feira (7).
"Estou sitiado neste momento
por grupos armados do governo, mascarados [...] Aqui há pessoas, aqui há
crianças, não sou eu sozinho", afirmou Capriles em vídeo publicado em sua
conta no Twitter. O político divulgou uma dezena de mensagens na rede social,
fotografias e vídeos para fala sobre a sua situação dentro do aeroporto.
"Maduro enviou grupos armados
para o Aeroporto de Margarita, sitiando passageiros, crianças, todos. Eu o
considero responsável pelo que acontecer", afirmou Capriles em uma das
mensagens. Ele disse ter conseguido deixar o local após mais de quatro horas.
O opositor disse que foi à cidade
para assistir a uma missa na Igreja Nossa Senhora do Vale e também publicou uma
mensagem dirigida aos embaixadores dos países do Movimento Não-Alinhados (Mnoal),
que chegarão ao estado de Nueva Esparta na próxima semana, quando haverá uma
cúpula do grupo.
Na eleição de 2013, Maduro venceu
Capriles com 50,62% dos votos, por uma diferença de pouco mais de 200 mil
votos.
Protestos
Há uma semana, Maduro visitou o
mesmo estado e foi vaiado por um grupo de pessoas que bateram panelas em sinal
de protesto por sua presença. O protesto contra o presidente venezuelano
ocorreu em Villa Rosa, na periferia de Porlamar, maior cidade de Margarita.
Segundo vídeos divulgados por
líderes da oposição, os manifestantes cercaram Maduro, fazendo
"panelaço" durante o trajeto que ele percorria a pé.
Novos protestos foram realizados
nesta quarta pela oposição e também pelo governo. Os adversários de Maduro
exigem a realização de um referendo revogatório, que pode encerrar o do governo
e resultar em novas eleições.
Das agências de notícias

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