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Ministro da
Justiça, Alexandre de Moraes durante coletiva em
Brasília
(DF) após a prisão de suspeitos que
planejavam ato terrorista
na Olimpíada
do Rio - 21/07/2016
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Alexandre de
Moraes, da Justiça, criticou investimentos do governo Dilma. E afirmou que
prioridade é adquirir equipamentos para as polícias
Moraes,
segundo quem líderes do tráfico são 'ditadores armados' (Adriano
Machado/Reuters)
O ministro
da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o Brasil precisa de menos pesquisa
em segurança e mais armamento. Em entrevista concedida na Cidade da Polícia,
Zona Norte do Rio, o ministro afirmou que a prioridade do Ministério da
Justiça, nesse momento, é investir em “equipamentos para inteligência e
equipamentos bélicos”.
Moraes
criticou os investimentos do governo federal nos últimos anos em diagnósticos
de segurança pública. “Tem especialista que nunca trabalhou em segurança
pública mas de alguma forma vira especialista, que cobra viagens internacionais
para aprender não sei o quê”, disse o ministro.
Segundo
Moraes, o Ministério da Justiça vai priorizar a aquisição de equipamentos para
as polícias do país durante a sua gestão, que começou em 12 de maio, quando
tomou posse no governo do presidente em exercício, Michel Temer, empossado após
o afastamento de Dilma Rousseff do cargo. Ele disse que já pediu à comissão
orçamentária da pasta para “alterar várias rubricas”, para poder concentrar
ações no que chamou de fortalecimento da polícia.
O ministro
negou que no novo governo haja uma política de enfrentamento ao crime, e
preferiu chamá-la de política de legalidade. Ele disse que há um fenômeno de
glamourização dos líderes de tráfico nas favelas. Para ele, esses criminosos
são “ditadores armados”.

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