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mostra rota feita pelo navio Felinto Perry e o Vital
de Oliveira
na costa de Saquarema
(Foto:
Reprodução MarineTraffic)
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Militar e caça desapareceram em
julho após acidente aéreo em Saquarema.
Sem sucesso nas buscas para
encontrar o piloto e o caça AF-1 Skyhawk, que desapareceram no mar na costa de
Saquarema, Região dos Lagos do Rio, a Marinha passará a utilizar um navio
pesqueiro especializado em redes de arrasto a partir desta quarta-feira (17). A
operação para tentar localizar vestígios da aeronave e o militar acontecem
desde o dia 26 de julho, após o acidente aéreo durante um treinamento padrão de
ataque a alvos de superfície.
A embarcação que está sendo
encaminhada para os locais de busca vai percorrer áreas com profundidade menor,
em complemento às varreduras que estão sendo realizadas pelos demais navios, o
de Socorro Submarino “Felinto Perry”, o de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de
Oliveira” e o da Petrobrás “Fugro Aquarius”.
Segundo a Marinha, o navio
pesqueiro vai recolher tudo que estiver pelo caminho, com a expectativa de
encontrar destroços do caça. Aeronaves, lanchas e viaturas também participam da
operação, que se estende pelas praias das regiões de Maricá, Saquarema, Arraial
do Cabo e Cabo Frio.
Investigações
A corporação abriu um Inquérito
Policial Militar, que tem prazo para a apresentação de um parecer em até 60
dias depois da abertura do processo, no dia 27, um dia após a aeronave
desaparecer no mar. Uma comissão também investiga o caso.
Marinha mostra modelo da aeronave
Em entrevista ao G1 no dia 9 de
agosto, o Capitão de Mar e Guerra Fonseca Júnior, Chefe de Estado Maior do
Comando da Força Aeronaval, disse que o piloto de caça da Marinha que retornou
para a base de São Pedro da Aldeia relatou que "viu a outra aeronave cair
de barriga na água, mas não viu se o piloto dela conseguiu ejetar".
Confira a reportagem completa.
Poucas peças foram encontradas
A Marinha confirmou, na noite do
dia 8 de agosto, que encontrou dois pneus do trem de pouso do caça AF-1 Skyhawk.
Um estava na praia de Monte Alto, em Arraial do Cabo, e outro na do Peró, em
Cabo Frio. Porém, mesmo com as descobertas, ainda não há informações sobre o
paradeiro do piloto ou do restante da aeronave.
Ex-militar opina sobre o caso
Para o especialista Alexandre
Galante, ex-militar da Marinha e consultor em assuntos militares, defesa e
acidentes aéreos, o caça pode ter se desintegrado ao se chocar contra a água,
dificultando a localização das partes da aeronave. Alexandre conversou com o G1
por telefone diretamente do Texas, no Estados Unidos, onde mora atualmente.
Confira a reportagem.
Sinal da aeronave
A Marinha confirma que a aeronave
era vista nos radares do mapa aéreo brasileiro e sumiu no ponto da queda, em
Saquarema. O órgão informou ainda que o caça não possuía equipamento GPS
(Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global), mas tinha dois
equipamentos Personal Locator Beacon (PLB), espécie de localizador para o
piloto.
Os equipamentos estavam instalados
no colete, com acionamento manual; e no assento ejetável, com acionamento
automático durante a ejeção do assento. Entretanto, segundo a Marinha,
"até o momento, não foi detectado qualquer sinal proveniente desses
equipamentos".
Navio-sonda
O navio-sonda de Pesquisa
Hidroceanográfico "Vital de Oliveira"
tem 78 metros de comprimento, possui cinco laboratórios e tem capacidade
para 130 pessoas. Entre os equipamentos estão ecobatímetros multifeixe,
perfilador de velocidade do som, sonar de varredura lateral. A embarcação pode
ser operada remotamente.
Navio de Socorro Submarino
Capaz de efetuar mergulhos
saturados até 300 m de profundidade, o Felinto Perry é um navio de apoio
completo, equipado com câmaras de descompressão. Ele foi adquirido pela Marinha
do Brasil em 1988 e pode ser utilizado em tarefas de resgate a submarinos
sinistrados e também para combates a incêndios em alto mar.
Do G1 Região dos Lagos

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