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Em seu
Twitter, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),
Joaquim
Barbosa, classificou a decisão do ministro Teori Zavascki
de afastar o
deputado.
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Em seu Twitter, o ex-presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, classificou a decisão do ministro
Teori Zavascki de afastar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato e do
cargo de presidente da Câmara é corajosa e extraordinária'."O ministro
Teori acaba de tomar uma das mais extraordinárias e corajosas decisões da
história político-judiciária do Brasil. Afastado há quase dois (anos) da vida
pública, sou hoje um cidadão plenamente livre, um profissional de
mercado", afirmou.Joaquim Barbosa também se manifestou em relação ao
processo de impeachment de Dilma.
"Embora haja questões que me
incomodem profundamente no atual processo de impeachment, resolvi não
participar do debate. Isso não me impede, porém, de indicar algumas pistas,
apontar certos deslizes, chamar a atenção para possíveis consequências",
disse. "Por exemplo: o senador Anastasia é jurista de primeira ordem.
Adorei quando ele trouxe ao debate a opinião de Alexander Hamilton."
O ex-ministro detalhou.
"Hamilton era um gênio, uma das mentes poderosas na origem da criação das
instituições que moldaram os EUA, copiadas pelo Brasil."O ex-presidente
prosseguiu. "Reflitamos um pouquinho sobre a nossa realidade em 2016.
Provincianos em sua maioria, loucos para assumir as rédeas do poder, nossos
líderes não têm dado bola à dimensão internacional da questão",
diz."Nós temos a mais sólida e estável democracia da América Latina; entre
os chamados países emergentes, nada há de comparável ao que temos aqui. Temos
um poder Judiciário robusto e independente, coisa rara entre os membros do
grupo de países que citei acima. A decisão de hoje do ministro Teori aí está
como uma bela demonstração."O ministro Teori Zavascki, do STF, afastou o
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo de líder da Casa e do
mandato de deputado.
Em caso de impeachment da
presidente Dilma Rousseff (PT), o vice Michel Temer (PMDB) assume a presidência
e Eduardo Cunha, réu por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato,
chegaria ao segundo cargo da linha sucessória.O pedido de afastamento entregue
por Janot ao Supremo traz um capítulo intitulado 'Dos atos que visaram
embaraçar e impedir a investigação de organização criminosa'. Nele, o
procurador aponta onze razões que, em sua avaliação, justificam o afastamento
de Eduardo Cunha.
Estadão

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