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Segundo o
presidente venezuelano, Nicolás Maduro,
medidas
visam a evitar 'um duro racionamento'
(Miraflores
Palace/Reuters)
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Sem dar detalhes, presidente
Nicolás Maduro anunciou a medida para tentar evitar racionamento; ações incluem
represália a shoppings que não produzirem sua própria energia durante parte do
dia
O presidente da Venezuela,
Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira novas medidas que incluem a mudança
do fuso horário e sanções a alguns shoppings para enfrentar a emergência
elétrica do país causada pela seca. As medidas tentam evitar "um duro
racionamento".
"Vou modificar o fuso horário
da Venezuela a partir do dia 1º maio para somar na economia elétrica do país.
Isto será uma medida que explicarei nos próximos dias, mas faz parte da soma de
medidas para superar esta situação", disse o presidente no palácio de
governo.
Maduro, que fez o anúncio durante
um discurso diante de milhares de partidários em uma manifestação de respaldo a
seu governo, anunciou a medida sem oferecer mais detalhes. A decisão faz parte
de um plano anunciado pelo Executivo durante as últimas semanas para enfrentar
a emergência elétrica que assola o país como resultado da seca ocasionada pelo
fenômeno climático El Niño.
O chefe de Estado venezuelano
afirmou, além disso, que deu a ordem às autoridades para aplicar medidas
"drásticas" sobre os shoppings que não atenderam a ordem presidencial
de gerar sua própria energia durante pelo menos nove horas ao dia. "Chegou
a hora em que temos que tomar uma medida drástica de racionamento sobre 15
shoppings do país que não cumpriram a ordem", declarou.
Há mais de uma semana, Maduro
ordenou que os funcionários públicos não trabalhassem às sextas-feiras para
fazer uma contribuição adicional à economia de energia. Nesta quinta, o
presidente venezuelano desprezou as críticas contra essa medida assegurando que
ela tem um impacto grande na economia de energia.
Feriadão para poupar energia -
O presidente também declarou que decidiu decretar o dia 18 de abril,
segunda-feira, como "não-laboral" para todos os trabalhadores do
país. Na prática, será um feriado prolongado - na terça-feira, dia 19, o país
comemora a assinatura da ata de independência.
Maduro comentou que está fazendo
"um esforço gigantesco" porque a seca dos dois últimos anos "foi
brutal". A estiagem afetou gravemente a represa de El Guri, que abastece a
maior hidrelétrica do país, responsável por 70% da geração.
"Estamos defendendo agora a
represa de El Guri, diariamente, hora por hora. Eu não quero dramatizar, nunca
farei isso, nunca fiz, mas todos os dias estou pedindo a ajuda de vocês,
famílias da Venezuela", afirmou. O presidente comentou ainda que seu
governo tomou muitas decisões que teve "que fazer em silêncio" porque
"senão vem o império e a embaixada gringa e as sabota", em referência
aos Estados Unidos.
Por fim, pediu o apoio dos
venezuelanos nesta etapa de emergência para diminuir o consumo residencial
elétrico, que, segundo ele, "é o mais alto da América Latina e
Caribe". Os níveis de consumo dos venezuelanos foram justificados pelo
próprio chefe de Estado venezuelano, que lembrou que a eletricidade na
Venezuela "é praticamente de graça". Segundo o venezuelano,
"chegará o momento" de aumentar as tarifas, mas essa hora "ainda
não chegou".
Agência EFE

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