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O presidente
venezuelano Nicolás Maduro acena, ao lado da esposa
Cilia
Flores, durante manifestação em apoio a seu governo em Caracas,
na quinta
(14) (Foto: Federico Parra/AFP)
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Maduro irá pagar cota inicial e
mensalidades como os demais beneficiários.
O presidente venezuelano Nicolás
Maduro acena, ao lado da esposa Cilia Flores, durante manifestação em apoio a
seu governo em Caracas, na quinta (14) (Foto: Federico Parra/AFP)
O presidente venezuelano, Nicolás
Maduro, mudará seu domicílio para uma casa subsidiada pelo Estado e construída
com base em um programa que beneficia um milhão de famílias, anunciou o próprio
mandatário nesta quinta-feira.
A primeira-dama "Cilia
(Flores) e eu estamos fazendo planos e muito em breve vamos mudar para uma
residência da Grande Missão Vivenda Venezuela", disse Maduro para milhares
de seguidores diante do Palácio Presidencial de Miraflores, no centro de
Caracas.
Ao lado de sua mulher, que chama de
"a primeira-combatente", Maduro afirmou que se inscreverá no plano de
habitação para pagar, como todos os seus beneficiários, uma cota inicial e as
respectivas mensalidades.
"Há dois anos venho dizendo
isto à Cilia e ela aceitou minha proposta", disse Maduro, assinalando que
deseja experimentar a "felicidade de viver em uma residência da Grande
Missão Vivenda".
Maduro mora em El Valle, um bairro
do sudoeste de Caracas, e não em La Casona, residência oficial do chefe de
Estado venezuelano.
O presidente fez o anúncio após
uma grande passeata de chavistas contra a lei aprovada na véspera, pela maioria
opositora no Parlamento, que prevê a concessão de títulos de propriedade aos
beneficiários do programa habitacional.
A lei permitirá aos proprietários
vender as residências, mas o governo alega que trata-se de uma medida populista
da oposição, e recorda que já concedeu 884 mil títulos de propriedade.
No ato desta quinta-feira, o
deputado chavista Ricardo Molina garantiu que a lei aprovada pela maioria
opositora é inconstitucional, o que abre a porta para ser declarada ilegal pelo
Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).
A oposição acusa o TSJ de ser o
escritório de advocacia do governo, após a anulação da lei de anistia para
dissidentes presos, assim como as faculdades de controle do Legislativo sobre
os poderes Judiciário, Eleitoral e Cidadão.

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